O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

QUAL A VERDADE QUE INVESTIGAMOS?


Autor: Ir.˙. Caio R. Reis

Nós, maçons, somos investigadores da verdade. Assim aprendemos desde o dia que ingressamos na  Ordem.
Vamos então definir a qual verdade nos referimos. Seria Deus? Seria qual o nosso papel neste planeta? Seria a vida após a morte?
Qualquer que fosse a nossa definição uma coisa é certa. Todas essas indagações a serem investigadas, deveriam ser absolutamente desprovidas de quaisquer imposições dogmáticas.

Os dogmas são colocações imutáveis e não sujeitas a contestações e indagações.
Não creio que seria possível investigar qualquer dos temas acima mencionados se esbarrarmos em dogmas que impeçam a nossa investigação.
Sou um agnóstico convicto e como tal não tenho reservas para qualquer tipo de investigação.

O agnosticismo diz que não existem provas concretas da existência de Deus da mesma forma que não existem provas da não existência.
O agnóstico é como os pratos de uma balança em movimento, oscilando de um lado para o outro.

E o que seria então realmente, o agnosticismo?

Segundo definição da Enciclopédia Digital Koogan-Houaiss, “o agnosticismo é a doutrina que declara inacessível o absoluto ao espírito humano ou que considera vã qualquer metafísica ontológica.”
Diante disto, já que estamos em uma sociedade nascida enquanto dos aceitos junto com o iluminismo e podemos observar que mesmo dentre os racionalistas puros do século XVII há grande divergências entre seus pensamentos, é de se afirmar que o espírito humano, com sua mente limitada a uma capacidade mínima de uso, não tem como explicar ou declarar o que é o supremo. Compete-nos, contudo, estudar e pesquisar. Ampliar nossos conhecimentos e separar o que é de César e dar a César.

Eu me posiciono mais pela existência de um princípio criador que sou impotente para defini-lo e acho razoável, apesar de não existirem provas, que estamos sujeitos a  normas que regulam a nossa existência.

As vezes eu me pergunto se a crença em um princípio criador não seria um dogma que impediria um aprofundamento maior nesta questão.
Não me tomem como um ateu mas creio que devemos ouvir até mesmo os argumentos daqueles que definitivamente não admitem a existência de Deus.
Somente desta maneira estaremos realizando uma investigação honesta e imparcial.

Ë bem difícil ser maçom e despojar-se muitas vezes de princípios que trazemos arraigados desde a mais tenra idade. Esta porém é a única forma de investigarmos temas transcendentais  e desta investigação tirarmos algum proveito.

As duas grandes sociedades secretas que precederam a Maçonaria atual, e que existiram na Inglaterra no início de 1700, foram a “Royal Society” e o “Invisible College” que geraram as Lojas Maçônicas inglesas. Estas sociedades secretas reuniam-se de forma reservada pois eram compostas por investigadores da verdade e abrigavam no seu seio os grandes intelectuais da época. Caso os assuntos discutidos por eles chegassem ao conhecimento do Clero, corriam o risco de prisão, excomunhão e outros castigos porque a Igreja tinha em suas mãos o poder de Estado.

As Lojas Maçônicas que se originaram destas sociedades, formaram a Maçonaria como a conhecemos hoje em dia.
Existe uma corrente de maçons que diz sermos originários dos maçons operativos, que eram os antigos construtores dos templos. Eu, particularmente discordo desta afirmativa, pois esses maçons eram homens rudes, de pouca cultura e dificilmente teriam condições de discutir temas transcendentais. Descendemos sim, daqueles membros das antigas sociedades secretas, posteriormente transformadas em Lojas.

A Grande Loja da Inglaterra, originariamente Grande Loja de Londres,  nada mais era do que a reunião dessas Lojas e necessitava de uma Constituição para reger a Potência que ora se formava.
Naquela época por determinação superior as autoridades religiosas e os médicos tinham livre ingresso nas Lojas mesmo não havendo sido iniciados.
Assim foi que o Pastor Presbiteriano James Anderson sobre quem pairam dúvidas se foi ou não iniciado na Ordem, recebeu o convite, com mais catorze irmãos para escrever a Constituição Maçônica.

Tornou–se então a segunda Constituição Maçônica, mais conhecida como Constituição do Venerável  Pastor Presbiteriano James Anderson, publicada pela primeira vez no ano de 1723,  a primeira foi a Constituição francesa de 1523 que traduzia aquilo que continha a Constituição Gótica, mais simples talvez e sem motivações religiosas.
A Constituição de Anderson é impregnada pelo espírito místico-religioso, e mostra a Maçonaria como um sistema de ordem moral, um culto para conservar e difundir a fraternidade e união entre os homens e a crença na existência de Deus.



Sobre Deus e religião dizia o Pastor Anderson o seguinte:
 “Um Maçom é obrigado, por dever de ofício, a obedecer a Lei Moral; e se ele compreende corretamente a Arte, nunca será um estúpido ateu nem um libertino irreligioso.”
Muito embora nos tempos antigos os Maçons fossem obrigados em cada país a adotar a religião daquele país ou nação, qualquer que ela fosse, hoje pensa-se mais acertado, somente obrigá-los a adotar aquela religião com a qual todos os homens concordam, guardando suas opiniões particulares para si próprios, isto é, serem homens bons e leais, ou homens de honra e honestidade, qualquer que seja a denominação ou convicção que os possam distinguir; por isso a Maçonaria se torna um centro da união e um meio de conciliar uma verdadeira amizade entre pessoas que de outra forma permaneceriam em perpétua distância.

Algumas das Lojas inglesas, revoltadas com a imposição de dogmas, migraram para a França e insurgiram-se contra essa Constituição Maçônica e também com a interferência de religiosos da época nos assuntos da Ordem.
Na França, criaram o Rito Moderno que não questionava a existência  de Deus e não obrigava que a bíblia estivesse presente nas sessões maçônicas. Foram chamados de ateus, mas justificavam que esta era uma questão de foro íntimo de cada um e que tal assunto não interessava para a Maçonaria.

Foi dessa Maçonaria francesa que se originaram as primeiras Lojas brasileiras, como hoje as conhecemos. Faço todo esse relato para que os irmãos sintam como foi e tem sido difícil para nós maçons livrarmo-nos de tudo aquilo que impede sermos verdadeiros investigadores da verdade mesmo que transitória.

Assim, esperamos que as nossas mentes continuem cada vez mais, sendo abertas, para que possamos cumprir o nosso papel na sociedade, combatendo os fanatismos e livrando-nos de dogmas que possam servir como empecilhos para a busca da verdade.

Que o G.˙. A.˙. D.˙. U.˙. a todos ilumine e guarde.

O MAÇOM, O HOMEM, A NATUREZA E A SOCIEDADE

  Autor: Ir.˙. Angel Domingos Zaccaro Conesa


A natureza não erra, o homem é quem muda o piso que habita.

O Clima da terra tem variado ao longo das eras. No final dos anos 70 surgiu a hipótese de que a temperatura média global da terra estaria aumentando devido à intervenção do homem. Reforça-se com argumentos como a concentração de gás carbônico criando o efeito estufa. Falava-se em derretimento de geleiras, aquecimento dos mares que provocam imensas chuvas e conseqüentes alagamentos deixando rastros de destruição e mortes. 

Tudo isto graças à ação destruidora do homem. Todas as hipóteses eram ou são fundamentadas em que o planeta Terra vai ser destruído pelas mãos dos homens que com suas ganâncias econômicas geram o tão temido efeito estufa com a alta produção do gás carbônico em suas industrias, escapamentos automotivos queimadas e outras atividades. 

Mas, como diria o personagem da escolinha do prof. Raimundo,“há controvérsias”. O professor Luiz Carlos Molion é daqueles cientistas que não temem nadar contra a corrente. Em 1992 na ECO 92 quando o planeta discutia o aumento do buraco na camada de ozônio, ele defendeu que não havia motivos para tamanha preocupação. 

Paulista, 61 anos, pós doutor em meteorologia, formado na Inglaterra e EUA, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlin e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial, defende que a temperatura global não esta subindo e que a ação do homem nada tem a ver com o propalado aquecimento global.

Acredita que a ação do homem é muito pequena para alterar o clima da Terra e que sua influência limita-se somente ao seu entorno. Seus argumentos são fortes “o Hemisfério Sul é diferente do Hemisfério Norte e a partir disto torna-se complicado falar em temperatura média global”. Dados americanos mostram que na década de 30 e 40 as temperaturas foram mais elevadas do que agora. A maior divergência está no fato de quererem imputar esse aquecimento às atividades humanas, particularmente a queima de combustíveis fósseis e a agricultura que libera metano. 

Entre 1915 e 1946 a temperatura média global subiu 0,4 grau centígrado e a liberação de CO2 na época era menos do que 10% de hoje. Para Molion por trás de tudo isto há um movimento dos paises ricos em frear o crescimento dos emergentes.
O que é o mais importante para este meu trabalho é entender a relação do homem com o seu micro habitat e, portanto, continuo descrevendo os argumentos do Prof. Molion que inocenta o homem ou pelo menos diminui a sua importância na alteração do clima GLOBAL limitando-o ao meio que vive e interage.

O clima compreende um padrão dos diversos elementos atmosféricos que ocorrem na atmosfera da Terra. Fenômenos como frente frias, tempestades, furacões e outros estão associados tanto às variações meteorológicas preditas pelas leis físicas determinísticas, assim como a um conjunto de variações aleatórias dos elementos meteorológicos (temperatura, precipitação, vento, umidade, pressão do ar) cuja principal ferramenta de investigação é a estatística. As semelhanças em várias regiões da Terra, de tipos específicos, caracterizam os diversos tipos de clima para o que são consideradas as variações médias dos elementos meteorológicos, ao longo das estações do ano num período de não menos de 30 anos

Podemos definir sociedade como simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.
A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros”. Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesses ou preocupações mútuas sobre um objetivo comum. 

Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinônimo para o coletivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico. Situando-se sempre em uma região geográfica definida. A sua modificação para a construção ou destruição, depende fundamentalmente dos homens que a governam ou a influenciam.

Com seus rituais antigos,segredos cuidadosamente guardados e símbolos misteriosos a Maçonaria exerce seu fascínio há quase 300 anos gerando mitos e entendidos distorcidos divulgados em livros escritos por Dan Bown e outros escritores oportunistas ou não. A verdade é que estas informações expõem o povo maçônico tornando-nos facilmente identificáveis e gerando questionamentos dos nossos propósitos ou ações. Afinal para que serve a Maçonaria? Para que servem os Maçons? 

Ora, temos a resposta. Não temos a ação. Se, como afirma o Cientista Luiz Carlos Molion, o homem é quem tem o poder de mudar o seu habitat provocando as modificações climáticas torna-se mais fácil entender a missão de construtores da sociedade e agir buscando blindar o mundo profano que interagimos. Podemos mudar a nossa sociedade simplesmente aplicando o que estudamos e discutimos em nossos Templos e Lojas. 

A verdadeira missão, desde o primeiro juramento que fizemos em nossa iniciação, em que declinamos acreditar em um Deus e necessariamente não ser religioso, ainda que muitos Irmãos sigam os princípios de uma religião e a Maçonaria não sendo uma religião, congrega homens de bons princípios e que acreditam serem capazes de transformar uma sociedade em um ambiente de homens livres, fraternos e sem preconceitos. 

Estou “chovendo no molhado” mas as chuvas incessantes levaram os governantes das cidades do mundo inteiro a replanejar seus sistemas de esgotos e armazenamento de águas tipo os piscinões da Cidade de São Paulo.
O fascínio de alguns não maçons pela Maçonaria vem da falsa concepção de que os Maçons estão envolvidos em atividades de adoração ao Satanás e conspirações de uma sociedade secreta para derrubar governos. 

Nada disto é verdade. Somos uma associação perfeitamente publica. Nossos edifícios são vistosos e identificáveis pelos nossos sagrados símbolos em suas fachadas. Administramos muitas sociedades beneficentes cujos beneficiários na maioria das vezes não são Maçons. Isto só fortalece o ponto de vista do que quero tratar. 

Por não disporem das tecnologias de hoje os antigos artistas de teatro, na Idade Média, para fazer uma mudança de cenário, enquanto trocavam as pinturas da montanha pelas do palácio, um coral cantava estrofes para entreter a platéia. Criou-se assim a palavra catástrofe (canta estrofe) que nada mais é a mudança brusca do cenário, para o bem ou para o mal.

Não podemos mudar o mundo de uma única vez. Podemos promover constantemente as mudanças, atuando incansavelmente na nossa micro sociedade, em nosso local de trabalho, em nosso condomínio, no trânsito, com amigos de nossos filhos, no supermercado, enfim, aonde possamos estar presente e na surdina, pois a mão direita não dever saber o que a esquerda faz, promover a grande catástrofe que certamente Ashmole, Moray e nossos irmãos dos idos de 1717 imaginaram.

A fonte de energia para o Planeta Terra é o Sol parcialmente cobertos de nuvens que formam uma cortina protetora porém são os Oceanos quem controlam o clima global. O homem transforma as florestas em áreas cultiváveis ou cidades, ocupando espaços não apropriados, indevidos, criando uma ilha impermeável de calor urbano fazendo com que a água da chuva não evapore e não cumpra sua função de refrigerar. 

Desejamos ver a Ordem engrandecida, importante, atuante, dentro e fora dos templos e câmaras.
Ao estudar nossa história encontramos muitos de nossos Irmãos atuando brilhantemente e destacando-se no destino de muitos países.
Hoje em dia, não se verifica tal destaque. Há que se realizar todo um trabalho para se fazer novamente os grandes exemplos brotando dos templos.

Não se trata, aqui, de buscar posições de destaque, de aparecer, de mostrar importância. O fato é que, os princípios ensinados na Maçonaria constituem matéria sadia e exemplo dignificante na postura do homem e na formação e modificação da sociedade, perante ele próprio, perante a família, na sociedade e no destino da nação. É sobre o homem que chamo a atenção para refletirmos para alcançarmos soluções e promover micro alterações na sociedade, como o homem realiza no seu habitat e no clima.

Chamo a atenção para agirmos de forma que a Ordem atue novamente influente na sociedade, não pela Ordem em si, mas pela qualidade dos ensinamentos sociais que promove.
A natureza não erra, o homem é quem muda o piso que habita.

BIBLIOGRAFIA :

-W.Kirk MacNulty
A Maçonaria,segredos,significados
Ed. Thames & Hudson - 2006
- João Ferreira Durão
Maçonaria Escocesa – Ensaios Culturais
Ed. Madras- 2006
- Luiz Carlos Baldiciro Molion
Desmistificando o Aquecimento Global
Instituto de Ciências Atmosféricas, Univ. Federal de Alagoas
- Revistas Veja e Isto é – Fev/2010
- site www.frórumdaliberdade.com.br – Curriculum de Luiz Carlos Molion

O AVENTAL

Autor:  Ir.˙. Angel Zaccaro Conesa


O Avental é um legado que a Maçonaria moderna recebeu da Maçonaria operativa. Esta peça, que foi de tanta utilidade para o Maçom operativo, já que lhe protegia a roupa, transformou-se para o Maçom moderno numa alfaia simbolizando o trabalho do Maçom.

Depois que o Ir.˙.Dilson levantou a questão das esferas penduradas no avental do Ven.˙.Mestre me interessei pelo assunto e fui pesquisar na esperança de responder  suas duvidas mas a pesquisa foi crescendo que decidi transcrever minhas anotações e repassar aos IIr.˙..

                Por volta do século XIII, todos os trabalhadores, em geral usavam um tipo de roupa feita de couro ou pele de animais que a protegiam com um avental rústico e sem formas definidas.

Isso quer dizer que o avental não é, ou era na época uso exclusivo dos maçons, na verdade o avental maçônico não possuía nenhuma conotação espiritual, esotérica, teosófica, cabalística ou ocultista. Ele só simbolizava o trabalho braçal, dos pedreiros primitivos e na modernidade passou a simbolizar o trabalho intelectual dos maçons modernos.

                 Nos últimos 4 séculos  anos o avental maçônico transformou‐se num dos principais símbolos da indumentária de um maçom, juntamente com,  o colar, a faixa (em certos graus),  o chapéu e a luva.


O AVENTAL DA LOJA SIMBÓLICA

               Quando a primeira Loja Simbólica Inglesa usou avental ele tornou‐se um Símbolo Único da Mac.˙.. Usado inicialmente por alguns, era de pele,  com formas definidas  e vestido adequadamente. Continha vários símbolos e ornamentos.
              Todos aventais eram brancos mas a partir de 1815 a Grande Loja da Inglaterra resolveu que Mestres e Vigilantes das lojas particulares poderiam usar seus aventais de linho branco com seda branca, e muitos poderiam usar suas jóias com galões sob o pescoço”. Há registro dessa resolução, em 1738, na primeira referência ao avental dentro das constituições.
Assim essencialmente, é o Avental da Maçonaria, ainda hoje. Porém ornamentos  obscurecem  seu entendimento, até por que a simbologia foi criada para confundir e não esclarecer.

AVENTAIS ORNAMENTADOS E DE LINHO

No período de 1780 – 1790 os aventais eram altamente decorados e os dos antigos traziam os símbolos de seis a sete graus. Todos estes graus eram conferidos sob a garantia da ordem.
Os primeiros aventais não tinham decorações nenhuma, sem galões e certamente sem borlas, rosetas ou nível. Não se tem registros precisos do quando e como as rosetas vieram a ser acrescentadas aos aventais, todavia existe uma suposição de que elas foram adotadas como meio de distinguir os Graus dos Irmãos (isso depois de 1725 quando foi criado o grau
de mestre).
Os aventais mais antigos com rosetas estão no museu Maçônico  na Inglaterra e são indiscutivelmente, do período após 1815, enquanto os de níveis são de 1800 em diante.

REGULAMENTAÇÃO DOS AVENTAIS

Em 1816, a Grande Loja Unida da Inglaterra, regulamentou e padronizou todos os seus Paramentos, estabelecendo as Cores Azuis para os mesmos, os demais Ritos Moderno, da França, York, dos Estados Unidos Adonhiramita e Schroeder, também adotaram a Cor Azul.
A Regra que estabeleceu as Cores e Medidas para os Aventais da Grande Loja Unida da Inglaterra levou o número 269, publicada em 1816. Essa Regra não foi alterada até a presente data.

AS BORLAS
 
De acordo com Xico Trolha. Símbolos Maçônicos e suas origens vol. II. Ed. A Trolha ltda.:
“Os “Tassel” (DUAS FITAS PARALELAS TERMINADAS EM BORLAS), como temos hoje em dia,
surgiu  em 1850, após a União das Duas Grandes Lojas Rivais que aconteceu em 1816”
O Avental ostenta, pendente em duas fitas, sete Pingentes de Prata, para cada lado.

Significando :

Uma, As Sete Artes e Ciências Antigas (liberais):
1 – A Gramática;
2 – A Retórica;
3 – A Lógica;
4 – A Aritmética;
5 – A Geometria;
6 – A Astronomia;
7 – A Música.

A outra – Os Sete Planetas Conhecidos na Antiguidade:

1 – A Lua (para os antigos a Lua era um Planeta);
2 – Mercúrio;
3 – Vênus;
4 – Marte;
5 – Júpiter;
6 – Saturno;
7 – Urano.

Porém o Irmão  Oswaldo Ortega, analisado pelo Ir.˙.Valdemar Sansão tem outra interpretação Assim eles entendem que o avental é  um dos símbolos mais importantes da Maçonaria, constituindo, praticamente, a parte principal do traje maçônico. Relembrando as origens operativas da Instituição maçônica, sendo ele o único signo externo do período operativo.

No Avental do V.˙.M.˙. e no do MI, cada uma das fitas pendentes termina por sete pequenas correntes de metal branco, sustentando sete esferas prateadas. São os sete planos da vida evolutiva, sustentadas pelos sete raios do espectro solar..
O numeral sete existente nas borlas que prendem as esferas pode por elas também lembrar os sete raios, evocar a divindade existente no homem através do espírito, o (03) que somado à matéria como obra manifestada (04) resulta na perfeição humana (03+04=07).

Considerações  Finais :

A verdadeira insígnia do Maçom. É de cor branca, de pele de carneiro ou tecido que a substitua, quadrangular, com 35 cm de altura e 40 cm de largura, com abeta triangular, preso à cintura por um cordão ou fita da cor da orla. Porque essa cordinha que serve para fixar o avental, tem mais um objetivo muito importante, noutros planos, além do plano material. Ela serve como elemento de retenção da força, da energia que é captada por nós nessa corrente que formamos, captada de forma especial quando erguemos nossa mão para o alto. Tem as seguintes características: todo branco, para o Apr.˙.e Comp.’., e branco, orlado de fita de seda chama lotada azul-celeste de 5 cm de largura, com três rosetas dispostas em triângulo, para o M.˙.M.’.. No Gr.˙.de Apr.˙., a abeta se conservará sempre levantada.
O Avental dos VVig.˙.é o Avental de M.˙., sendo que, por baixo da abeta, descem dois pendentes de fita da mesma cor da orla, cujas extremidades são ornamentadas com franjas prateadas. No do V.˙.M.˙., as rosetas são substituídas por três “Taus” invertidos, de metal branco. Os Ex-VVen.˙.terão o mesmo Avental do Ven.’. , só que os “Taus” estarão recobertos por tecido idêntico ao da orla. Isto foi brilhantemente explanado  pelo Ir.˙.Caio em nossa última Lj.˙..

Entre todos os símbolos com que nos deparamos em Loja, nessa infinidade de símbolos que devemos interpretar, entender e aplicar, nós notamos que o Avental se destaca entre os demais, pois está sempre junto de nós significando que o Maçom deve estar constantemente trabalhando em prol da humanidade.

Os Três “T”
Recordando mais uma vez a fala do Ir.˙.Caio, aqueles três “T”, a letra TAU, e que significa Sabedoria e Justiça,  estão no avental do Venerável e do Ex Venerável.
No lugar onde ficavam as rosetas no avental de Mestre, ficam agora no do VM e Ex-VVen.˙.os três “T” invertidos, que podem simbolizar a permanente existência do “dual” na vida de todos, a  Divindade.
São três as figuras colocadas em posição triangular, o que lembra a divindade do homem. É bom lembrar que na linguagem sagrada do simbolismo a figura geométrica do triângulo e qualquer numeral ternário evoca Deus, deidades ou a divindade
É mais um tema que certamente inspira mais pesquisas e que poderá ser completado com novos trabalhos dos IIr.˙.da Verdadeiros Irmãos.


Terminamos nossos trabalhos simbolicamente à meia-noite. Aí despimos o Avental, mas o nosso “eu” continua conosco, invisível. É a nossa consciência.

                          Ir. Angel Domingos Zaccaro Conesa, M.˙.M.˙.
                         1º. Vig.˙.Loja Verdadeiros Irmãos, 669

                                        Oriente de São Paulo, 12 de junho de 2010

 
 Fontes Consultadas: 

- Manual de Paramentos e Jóias – C.M.S.B.;
- Este Ensaio foi louvado no trabalho “SIMBOLOGIA DO AVENTAL”
 - História e interpretação do Irmão Oswaldo Ortega
- PREPARAÇÃO PARA O VENERALATO” de Valdemar Sansão
 - Xico Trolha. Símbolos Maçônicos e suas origens vol. II. Ed. A Trolha ltda.
- PREPARAÇÃO PARA O VENERALATO” de Valdemar Sansão – No prelo.

ÚLTIMA INSTRUÇÃO AOS APRENDIZES



Última Instrução deste 2º Vigilante aos Aprendizes da Loja Os Templários Nº2722.
 
Meus Irmãos Aprendizes esta é a última instrução dada por este 2º Vigilante, que passará o Cargo ao Irmão eleito Marcio Valentim no dia 21/06/2010. Assim deixarei de atuar na Administração da Loja, o que fazia por três anos seguidos, dois anos como Mestre de Cerimônia e este último  como 2º Vigilante. Até a mudança do Ritual  era responsável pelos Companheiros, mas no começo do Ano foi mudado e assim passei a Instruir os Aprendizes. Tenho, também, de evitar enviar e-mails que doravante será de total responsabilidade do novo Vigilante, que poderá não utilizar deste recurso para instruí-los.
 
Desde a formação desta Equipe, no ano passado, comandada pelo nosso Venerável Mestre Luiz Marcelo Aiello Viarengo, que após o término desta, podemos dizer com toda a certeza que  foi uma administração além do esperado, indo mais longe, em seus resultados, embora  esperávamos de início, impactar e delinear uma nova visão e atuação da Maçonaria em Loja, começando com a forma de difundir o conhecimento e informação, acreditando que o melhor processo se dá de baixo para cima,  instigando todos os Aprendizes a serem  buscadores das lições e apresentá-las na forma de pequenas palestras onde o entendimento seria passado para uma platéia que avaliava não só o conteúdo e sim sua forma de apresentá-la, gerando com isso, uma maior integração entre o assunto e a sua interpretação, utilizando recursos tecnológicos para o evento e assim o Tempo de Estudos nunca mais foi ou será como no passado!
 
Uma das novidades interessantes adotada pela Administração, foi a nomeação de Mestres como tutores dos Aprendizes e assim, além dos seus Padrinhos, eles teriam condições de serem orientados em seus trabalhos, criando uma simbiose. De um lado, o aprendizado e do outro uma reciclagem tão necessária aos nossos Mestres, que se mantém na zona de conforto, assim que são Exaltados.
 
Infelizmente, mas por pouco tempo os Aprendizes não se darão conta do que isso quer representar, num dia não muito longe perceberão que nossa Loja Os Templários Nº 2722, está na vanguarda de todos os processos de modernização, em se tratando da atuação de uma Loja dentro de suas atribuições, sejam interna ou externa. Os Irmãos terão a oportunidade de perceberem o que digo da grandiosidade na Posse do Irmão Eleito Jeazi Lopes no próximo dia 21/06. O que sempre ocorre com a máxima admiração pelos nossos Grão-Mestrado sejam  do GOSP ou GOB além das Potências Internacionais, inclusive nos anos anteriores.
 
Não podemos esquecer que a Loja está nesse nível, graças ao trabalho incansável de Veneráveis Mestres que antecederam esta gestão e que nada acontece por saltos e sim por constância e aprimoramento de todos em todos os níveis. Hoje a Loja está com 18 anos e é referência em toda Federação Maçônica e temos um grande responsável por isto, que é o nosso Mestre DAVID CAPARELLI.   Quase tudo o que aconteceu em nossa Loja nesses anos, Foram frutos de sua dedicação e persistência, não apenas dispensada à nós Irmãos do quadro e sim à toda a Maçonaria,  começando pela de São Paulo, Brasil e América Latina. Quem acompanhou o Mestre Caparelli nas comitivas no Paraguai sabe do que estou falando.
 
Meus Irmãos Aprendizes! Nesta Administração vocês foram abusados! Mostraram à nossa equipe, que estávamos certos em mudar a dinâmica dentro do Tempo De Estudos e favorecer o aprendizado, ao ponto de temos Aprendizes que com um mês de idade e  sendo posto à prova, se saíram muitíssimo bem, tamanha era a empolgação e demonstraram do que eram capazes se fossem dadas condições para isso ocorrer. Parabéns a todos!
 
Porém, todos devem tomar cuidados quando forem visitar outras Lojas,  evitando dizer como funciona a nossa, deve-se fazer segredo, para evitar constrangimentos desnecessários e principalmente não usar em demasia a palavra em Loja, já que em sua maioria as Lojas prezam pelo total silêncio dos Aprendizes, por tradição.
 
Aproximadamente três anos para cá, com o advento e barateamento da tecnologia de comunicação, mais precisamente da internet, houve uma verdadeira revolução na divulgação dos conhecimentos e informações, dentro desta, temos as Lista Maçônicas que utilizam estes recursos em benefícios da divulgação e estreitamento da amizade entre os Irmãos das Potências Reconhecidas e Regulares no Brasil e assim, poderem trocar informações e trabalhos sobre Maçonaria em tempo real. Isso é de extrema importância e vai mudar os nossos conceitos sobre como aprender e estudar  Maçonaria. Não podemos mais esperar que alguém leia um Livro Maçônico e nos passem suas conclusões, através de uma palestra. Desta forma a participação é indispensável, daqui para frente, se queremos ter informações do que acontece em nossa Ordem.
 
Meus Irmãos Aprendizes ESTUDEM! ESTUDEM! ESTUDEM! Só assim serão verdadeiros Mestres Maçons! Na verdadeira acepção da palavra. Temos uma biblioteca de respeito na Associação e deve ser utilizada constantemente. Na teoria do conhecimento temos algumas definições que devem ser seguidas ao amante da sabedoria. O racionalismo  estabelece o primado da razão. Aqueles que se apegam as experiências são chamados de Empíricos. Nós Maçons devemos ser partidários de um meio termo e por isso o termo certo é Intelectualistas. (vale lembrar que as grandes autoridades em intelectualismo são Aristóteles, Tomás de Aquino e Emanuel Kant) Devemos conciliar racionalismo e empirismo, pois o conhecimento é produto da razão e da experiência conjugadas. Desta forma o ceticismo deve ser tolerado, mas não cultuado, pois sabemos que a ciência não pode responder a tudo que nos cercam e está longe de tudo resolver em se tratando do Espírito que é uma das premissas da Maçonaria em sua doutrina base. “A prevalência do Espírito sobre a matéria e sua sobrevivência após a morte”.
 
De todos os cargos em Loja, no meu entender há dois que são os mais importantes, devido a sua forma de apresentá-los, um é o de Venerável Mestre, em que deverá ter a sua capacidade em obter os melhores  resultados nos trabalhos em um ano, isto envolvem uma liderança não autoritária nos seus membros. Guardada as competências de cada um, onde cada qual poderá ser útil nas suas atribuições e idéias para o bem de todos. Não poderá ser um tirano, que geralmente envolvem alguns Irmãos em suas idéias e tem o despotismo como meta. O ideal é que todos os Veneráveis sejam um facilitador e incentivador para que todos trabalhem  o aprimoramento da Loja em todos os sentidos, favorecendo principalmente aos Aprendizes que mostram toda sua garra quando lhe dão valor e oportunidades de assim o serem. Felizmente nesta Administração tivemos todos estes objetivos alcançados, graças ao nosso Venerável Viarengo.
 
O outro cargo é o de Mestre de Cerimônia, é ele quem apresenta o bom andamento da Ritualística em Loja, deve ser conhecedor de todas as nuanças dos eventos e terá como função orientar todos os Irmãos em suas atuações. Infelizmente nossos Rituais mudam com freqüências descabidas e isso  faz com que ele tenha que se atualizar em cada mudança e interpretar os escritos nem sempre claros, da melhor forma possível. Isso tem sido feito nos últimos anos e nossa Loja tem sido um exemplo em Ritualística por quem nos visita. Um dos mais importantes eventos em Loja é o da Iniciação, onde seguimos em toda sua forma o que diz o Ritual não aceitando qualquer atitude diferente do que está escrito e a não utilização de usos e costumes arcaicos.
Meus Irmãos dêem atenção às falas que estão contidas nos Rituais e o decorem com a devida introjeção de cada palavra, buscando  seus significados para quando forem Mestres não precisaram ler os Rituais.
 
Sejam éticos na Maçonaria e na vida profana!
 
Para sermos éticos, na verdadeira acepção da palavra, devemos nos ater ao outro em todos os sentidos, pois, só assim é que teremos o retorno deste mesmo ato em nós mesmo, embora não devemos ter em mente que vamos ter recompensas por agir corretamente,  deve-se  criar o hábito em nosso cotidiano de forma que aos poucos o ato em si vá se introjetar em nosso inconsciente.
 
E aí fazemos um jogo de palavras com nossa mente; nem tudo que eu quero é bom para a coletividade e assim poderei prejudicar alguém. Nem tudo eu posso fazer pois, estarei agindo da mesma maneira com a coletividade e não devo deixar de fazer algo que possa ajudar esta mesma coletividade. Assim, colocando o próximo em primeiro lugar, não corremos o risco de sermos antiético. Dito isto há um axioma de que todo homem egoísta é antiético.
 
EGOÍSMO = amor exagerado aos próprios valores e interesses a despeito dos de outrem, exclusivismo que leva uma pessoa a se tomar como referência a tudo; excessiva vaidade, pretensão, orgulho, presunção. Interesse que o ego tem por si próprio.                                                                 
 
Para finalizar: Nem tudo o que eu quero, eu posso. Nem tudo o  que eu posso, eu devo. Só serei feliz quando, o que eu quero eu posso, o que posso eu devo e o que  devo, eu faço.
 
 
 
 
Edson Rocha M\ M\
A\R\L\S\Os Templários Nº2722
GOB\GOSP\R\E\A\A\
 

 

DESPOJANDO-SE DOS METAIS

e. figueiredo(*)
"Fortuna vitrea est; tum cum
splendet, frangitur." *
* “A fortuna é de vidro; quanto mais
brilha, mais frágil é.”



O ritual de iniciação no grau de Aprendiz Maçom é o resultado de numerosos mitos esotéricos da Antigüidade e mantém no mundo ocidental as formas primordiais da espiritualidade elaborada pelos antigos. O candidato é, primeiramente, levado a um aposento escuro, a Câmara de Reflexão, onde sua solidão reencontra muitos símbolos. Este conhecimento das profundezas da terra inspira-se nas múltiplas descidas aos infernos da Antigüidade.

O candidato, ainda profano, ao entrar na Câmara de Reflexão é despojado dos seus metais, entregando-os ao Irmão Experto tudo que está de posse e é metálico, como: dinheiro em moeda e papel, relógio, corrente, anel, jóias, óculos de aros metálicos e outros objetos dessa natureza. Há exceções apenas para com o ouro e prata colocados pelos dentistas, por questões óbvias e porque já fazem parte da pessoa. Os metais são colocados num recipiente apropriado, para que sejam devolvidos, posteriormente, ao proprietário.

Na Maçonaria, a expressão “metais” possui os dois sentidos: o próprio e o figurado. No sentido figurado, significa o abandono voluntário de toda paixão no momento de entrar na Loja. Medalha cunhada e gravada é o dinheiro, papel ou moeda, cujo valor é dado em quilogramas, quando a ele nos referimos, e trata-se do mais importante metal em termos e simbólicos da Ordem. Há, porém, quem reconheça que o Candidato ao passar pelos diversos pontos magnetizados da Loja, recebe o efeito que lhe corresponde receber, e, recebe, também, através de toque de espada, uma descarga eletrizante de energia. Assim, o candidato não pode portar qualquer metal, pois, despojado dos metais, simbolicamente ele está despido das vaidades e do luxo da sociedade profana, e, a privação dos metais faz lembrar o homem antes da civilização, em estado natural, quando desconhecia a vaidade e o orgulho.

Pelo sentido hermético, existe a razão que se relaciona com as forças magnéticas presentes no interior do templo; essas forças estão distribuídas em vários lugares onde elas se concentram, principalmente no Altar de Juramentos. Se o candidato estiver portando algum metal, este atrairá uma parcela das forças fazendo com que o magnetismo, por indução, perturbe no ponto atingindo as vibrações harmônicas, que se estabeleceram durante o período em que ele se entregou à meditação.

Quando do despojo dos metais, recomenda-se o maior rigor, pois o simples esquecimento de um anel, aliança ou fivela de um cinto, invalida, irremediavelmente, todo o cerimonial da iniciação. O candidato deverá ingressar no templo despojado de tudo aquilo que se relaciona com os bens materiais e com as vaidades mundanas, visto que ele é, para a Ordem, até aquele momento, um pobre profano que caminha nas trevas, ou, despojado de todos os valores externos, nada existe que aos olhos da Fraternidade lhe possa dar alguma imponência, exceto a pureza do coração e o caráter franco e honesto. Despojar-se dos metais é tirar o grande corruptor, das consciências e provar, no plano físico, a renúncia aos bens materiais.

Entende-se, portanto, quando se fala do candidato despojar-se de todos os metais, não é somente dos metais propriamente dito, mas, também, do abandono de suas idéias pré-concebidas, suas qualidades inferiores, tais como os vícios, os preconceitos, as paixões do seu intelecto, de suas crenças infundadas, de tudo aquilo que contraria as virtudes. Deve, o candidato, esforçar-se para pensar por si mesmo e procurar não manter-se apegado aos pensamentos que lhes pareciam ser os mais agradáveis até então. Exige-se, nesse momento, uma perfeição simbólica, motivo pelo qual lhe é solicitado que domine seus sentimentos de posse, poder, vaidade, paixões que são inerentes ao homem comum. Simbolicamente, está se despojando dos metais que são os maiores corruptores das consciências e cujas qualidades negativas são: do Ouro, o Orgulho; da Prata, a Preguiça; do Ferro, a Cólera; do Mercúrio, a Inveja; do Estanho, a Gula; do Cobre, a Luxúria; e, do Chumbo, a Avareza. E, despojando-se, está provando, materialmente, que concorda em abandonar essas qualidades inferiores para poder realizar a ascensão do Espírito. O apego aos bens materiais é considerado um indício notório de inferioridade, pois quanto mais o homem se apega aos “valores” deste mundo, menos compreende o seu destino.

Assim agindo, os Mestres estão tentando fazer com que o candidato fique afastado de todo o desejo, ambição e cobiça dos valores externos para conhecer a si mesmo; encontrará, então, em seu interior, os verdadeiros valores espirituais. Dinheiro, bens, ciência, são vaidades ante esse conceito. Aprenderá a pensar por si e não seguir, cegamente, o conhecimento e a crença de seus ancestrais.

Na verdade, o candidato está morrendo para a vaidade, para o vício, para o orgulho, para as ambições deletérias. Ele, como o grão de trigo, que ao morrer na terra perde a sua casca, vai começar um novo ciclo de vida: Tem de renunciar grande parte de sua vida e vai ser um elemento produtivo para a sociedade.

Após a Iniciação, os metais são restituídos, agora ao Neófito. Doravante, o falso brilho não iludirá mais, porque ele já percorreu o primeiro ciclo de uma transformação radical do seu ser, porquanto foi purificado moral e intelectualmente. Os mestres consideram que o novel iniciado é, daí por diante, capaz de fazer uso, no bom sentido, das riquezas deste mundo, em lugar de ser escravo delas.

A Maçonaria não despoja ninguém das honras de que gozava antes de ser Maçom. até pelo contrário, aumenta essas honrarias, principalmente quando forem merecidas, pelo bem da confraria, que deve honrar àqueles que merecem condenar os maus costumes.



BIBLIOGRAFIA:

Araújo, Waldy Jacinto - Manual de Administração de Loja
Boucher, Jules - A Simbólica Maçônica
Castro, Boanerges Barbosa - Templo Maçônico e se Simbolismo
Charlier, René Joseph - Pequeno Ensaio de Simbólica Maçônica
Jacq, Christinan - A Franco Maçonaria, História e Iniciação
Lira, Jorge Buarque - A Maçonaria e Cristianismo
Zoccoli, Hiran Luís - A Iniciação Maçônica
A Verdade n 287 - Março 1981
Ritual de Aprendiz Maçom - GLESP
Seminário de Mestres Maçons - 1980 - Ponta Grossa pr

NI.PI.RR

(*) E. Figueiredo - é jornalista - Mtb 34 947 e pertence ao
CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo /
Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas /
Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos– 669 (GLESP)