O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

ANIVERSÁRIO DA ARLS VERDADEIROS IRMÃOS, 669


Colaboração do Ir.´. E. Figueiredo

VERDADEIRENSES !

Caros Irmãos,

No próximo dia 9 de Agosto, a ARLS VERDADEIROS IRMAOS - 669, estará completando 10 anos de fundação !

Durante esse tempo muitos Irmãos passaram pela Loja e participaram das atividades inerentes.  Tem os que ficaram, os que foram embora e os que ingressaram, posteriormente.

Não é raro Irmãos ingressarem e depois saírem de uma Loja Maçônica.  São vários os motivos que levam os Obreiros a desistirem de ser adeptos, e, que Sublime Ordem respeita.  Os que sairam, mesmo por pouco tempo de frequência, não deixaram de dar a sua contribuição enquanto frequentador.  Todos têm a sua imagem indelével nos anais da Loja e no coração de cada um.

Os atuais Obreiros não têm medido esforços para que nossa Loja tenha um crescente continuo, apesar das dificuldades financeiras pela qual passa atualmente.

A VI-669, hoje, conta com 22 Obreiros, dos quais apenas cinco são os Fundadores:  Álvaro Vilella, Bernadino Santi, Caio Reis, Gilberto Viana e E. Figueiredo (que assinou como convidado ).  Todos imbuídos nos objetivos da Loja e num mesmo ideal.

Comemoremos o nosso DÉCIMO ANIVERSÁRIO torcendo para que tenhamos melhores dias.

Salve a ARLS VERDADEIROS IRMAOS !

Que o  G.: A.: D.: U.:  sempre nos ilumine, ajude e guarde, como é mister 

TFA

ZORRO ERA MAÇOM?



Se o homem nasceu livre, deve governar-se;                                                             Autor: E. Figueiredo
se ele tem tiranos, deve destroná-los !
                                       Voltaire (1694-1778)


Don Diego de La Vega !

Para os fãs do Zorro, personagem criado pelo escritor norte-americano Johnston McCulley (1883-1958) cuja estória foi várias vezes filmada, o nome de Don Diego de La Vega soa familiar.

Zorro é um personagem de ficção, criado em 1919.  Ele é apresentado como alter-ego de Don Diego de La Vega, um jovem membro da aristocracia da Califórnia Espanhola, em meados do século XIX, durante a era do domínio mexicano, entre 1821 e 1846.

O herói mascarado é apresentado pela primeira vez na revista norte-americana chamada  All Story Weekly, com o nome de "The Curse of Capistrano" (A Maldição de Capistrano) e logo conseguiu alcançar grande sucesso.

Diferentes gerações, em distintas regiões e circunstâncias culturais, têm-se empolgado com as proezas difíceis e arrojadas, do ágil herói de rosto vendado, de capa e espada em punho.

O enredo mostra Don Diego retornando da Europa, depois de um longo período de educação, e encontra o povo da Califórnia passando por agruras.  Frente à essa situação, passa a defender os fracos e oprimidos sob uma máscara e uma capa preta, empunhando uma espada e cavalgando um cavalo, também negro, de nome Tornado.  O ar altivo, a espada na mão, chapéu e a capa ajudam a criar a imagem de mistério.  Quem seria o herói solitário e desconhecido que ali se esconde e intervém nos momentos em que a justiça dos homens falha ?  A figura passaria a ser chamada de "Zorro" pela população, porque seus movimentos e sagacidade lembrariam uma raposa (a tradução em português da palavra "zorro" em espanhol).  Zorro adota a letra "Z" como sua assinatura (três linhas cruzadas) marcando-a com sua espada em paredes, nas roupas de seus inimigos, como sinal de sua presença.  Sem a máscara, a capa e a espada, ele simula ser um homem que se acovarda diante de situação de perigo.

O autor procura dar ao personagem as características de, além de um bandido mascarado, um defensor da população da Califórnia contra os governos tirânicos, opressores, corruptos e outros vilões.  Ele luta pela liberdade !

Fábio Troncarelli, historiador da cultura italiana, publicou um livro sobre o mito Zorro apontando que ele teria sido Maçom ( ! ).

Segundo Troncarelli, o criador de Zorro se filiou à Sublime Ordem e se inspirou nas novelas de outro companheiro Maçom, Vicente Riva Palacio (1832-1896).  Cita, também, que a letra "Z" é apenas um símbolo que, inscrito no pentagrama, representa, para os Maçons, força moral e honradez.  Troncarelli afirma, ainda, que apesar das aparências, Zorro não é simplesmente um homem de ação, mas também um herói que recorre à força para afirmar a cultura e a sabedoria, a exemplo dos princípios Maçônicos.  O confronto entre sombra e a luz, enquanto elemento central na definição da experiência Maçônica, tem na vida do herói uma presença efetiva, e, ainda que a existência desse aproximação, na criação do mito, permaneça duvidosa.

A figura de Zorro pode ter sido inspirada na personalidade histórica do mexicano Joaquin Murrieta (1829-1853) uma celebridade lendária na Califórnia durante o período da febre do ouro.  Dependendo do ponto de vista, era um bandido ou um patriota mexicano. Para alguns ativistas políticos o seu nome tem simbolizado resistência latino-americano ante a dominação econômico-cultural dos britânicos nas terras da Califórnia, da época.

A letra "Z", com seu sentido de resplendor, uma alusão à sua Luz Criadora, aparece estampada no avental do Grau 4 (Mestre Secreto).  É a inicial da Palavra de Passe, que por sua vez também é uma espécie de chave que abre a Loja ao Mestre Secreto.  Durante os trabalhos todos os presentes deverão estar vestidos de preto.

A simbologia, pois, do Zorro com a Maçonaria (Máscara, a letra "Z" e as indumentárias negras) estão presentes na ritualística Maçônica.

E o verdadeiro Maçom tem o espírito de ZORRO !!!

Obras consultadas:

   Allende, Isabel - Zorro - O começo da Lenda
      McCulley, Johnston - A Marca do Zorro
         Troncarelli, Fábio - La leyendade "Zorro" y la Inquisición en México   
Ritual do Grau 4 (Mestre Secreto)




(*) E. Figueiredo – é jornalista – Mtb 34 947 e pertence ao
                                               CERAT – Clube Epistolar Real Arco do Templo/
                                               Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas/
                                               Membro do GEMVI – Grupo de Estudos Maçônicos Verdadeiros Irmãos/
                                               Integrante do Grupo Maçonaria Unida
                                               Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 – (GLESP)



UM MAÇOM NO INFERNO


Certa vez, numa Sessão Maçônica, um Aprendiz perguntou a um dos decanos da Loja:

___ "Mestre, porque existem Irmãos que saem facilmente dos problemas mais complicados. enquanto outros sofrem por problemas muito pequenos e morrem afogados num copo d'água ?"

O sábio Mestre, que recebeu a pergunta, sorriu, coçou o queixo e contou uma estória:

___ "Um Maçom, que viveu toda sua vida fiel aos preceitos da Maçonaria e aos ditames do Grande Arquiteto do Universo, passou para o Oriente Eterno.  Todos os Irmãos da sua Loja disseram que ele iria para o Céu.  Tinha sido um Irmão exemplar, bondoso, caridoso, solícito, estudioso, cumpridor dos seus deveres, certamente só poderia ir para o Céu e ficar ao lado do Grande Arquiteto do Universo.

Entretanto, quando da sua chegada ao Céu, houve um erro.....

O Anjo Irmão, da secretaria que o recebeu, examinou as pranchas de registro Maçônico e não encontrou o nome dele na lista de Obreiros.  Orientou, então, que fosse em direção ao Inferno, dizendo: 'No Inferno, você sabe como é, ninguém exige carteirinha com identidade Maçônica, qualquer um é convidado a entrar sem qualquer exigência.'

Resignado, o Irmão se dirigiu ao Inferno, entrou, e ficou por lá.

Passado alguns dias, Lúcifer apareceu furioso às portas do Paraíso, vociferando, para tomar satisfações.  'Isso não é Justo e nem Perfeito !  Como vocês são capazes de  fazer uma coisa dessa ?  'O que aconteceu ?', perguntou um dos anjos.  Transtornado, gesticulando nervosamente, Lúcifer desabafou: 'Vocês mandaram um Maçom para o Inferno e ele está promovendo a maior bagunça lá !  Ele chegou e começou a escutar as pessoas, meditando e refletindo com eles numa tal de Pedra Bruta;  olha nos olhos delas com ternura, falando sobre vigilância, perseverança, cavar masmorras ao vício, tornar feliz a Humanidade. Agora, todo mundo lá vive dialogando, se abraçando, dizendo coisas horríveis como Liberdade, Igualdade e Fraternidade !  O Inferno está parecendo o Paraíso ! É o fim do mundo !  Por favor, tragam aquele Maçom de volta, já !'

Quando o Sábio Mestre terminou de contar a estória, olhou carinhosamente para os presentes na Loja, que estiveram atentos ao relato, disse:

___ "Como Maçom, vivam sempre com muito amor no coração !  Se, por engano, forem parar no Inferno, o próprio demônio fará voltarem ao Paraíso ! Problemas fazem parte da nossa vida. porém não deixem que eles o transformem em pessoas amarguradas.  As crises vão estar sempre se sucedendo, testando nossa natureza, e, às vezes não haverá escolha.  Enfrente as vicissitudes de coração aberto, com amor, com doçura, com discernimento Maçônico cujo conhecimento é obtido em nossos estudos.  Se não tiverem o estudo e nem o conhecimento, revejam seus conceitos e se for necessário retornem ao processo de onde tiveram que morrer para renascer e recomecem a construir o seu Templo interior. Nunca é tarde para recomeçar !"

Autoria desconhecida
Compilação E. Figueiredo

Junho '2017

A PUREZA DO RITO SCHRODER

Autor:Hamilton Oceano Martins(*)



A Maçonaria não é uma ciência exata, por mais que procuremos unificá-la. Torna-se difícil visto que a cultura maçônica está voltada toda ela para o REAA, por ser o Rito mais difundido em todo o Brasil, de onde a maioria dos IIr.Schrödeanos tem sua origem e que, buscando mais liberdade de pensamento, liberdade histórica, filosófica e fraterna, partiram para novos caminhos. O problema das diferenças é que as Lojas que trabalham no Rito Schröder estão distribuídas em três Potências ou obediências, a saber: GOB, COMAB e CMSB, num total de 128 Lojas em 24 unidades de Federação. Ou seja, governos diferentes, constituições, leis e regulamentos diferentes. Temos inclusive que orientar muitos IIr.quando nos procuram em busca de sugestões ou para trazer novidades de outros Ritos por acharem mais práticas sobre a questão da identidade no nosso Rito Schröder. As Potências não têm o direito de mudar a pureza dos Ritos como nos ensina o Mestre Hercule Spoladore: “O Grão-Mestre, quando recebe em sua Potência um Rito, recebe de ‘porteira fechada’”. O aconselhamento do Colégio do Rito é que procuremos junto às nossas Potências estarmos ligados às Comissões Litúrgicas bem como num relacionamento amistoso com o Grão-Mestre, a fim de que nossas necessidades em benefício e engrandecimento do Rito Schröder sejam atendidas de maneira adequada. Os Grão-Mestres não tem obrigação nenhuma em conhecer todos os Ritos de sua Potência e, por esta razão, os IIr.com mais conhecimento devem estar por perto para conseguir o maior aprimoramento do Rito. A G. L. de São Paulo acaba de revisar os rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre, buscando a fidelidade aos rituais de 1.960 do Rito Schröder, cuja contribuição maior foi dos IIr. Rui Badaró e Ivan Carlos Catunda, conhecedores da língua germânica, que contribuíram bastante com o aprimoramento real dos rituais. Nem sempre o Grão-Mestre designa para as Comissões de Liturgia IIr.de vários Ritos, fazendo com que alguns deles opinem sobre Ritos que não conhecem em sua profundidade, o que traz dificuldades para a manutenção da pureza e da riqueza do Rito. Vários IIr.tem escrito sobre as diferenças do Rito Schröder em relação ao REAA e que aqui enumeramos algumas, que consideramos importantes na preservação do Rito: REAA SCHRÖDER Triponto Ponto Oriente Leste Ocidente Oeste Coluna Castiçal Painel Tapete Maço/Cinzel Alvião Past Master Ex-Venerável Trolhamento Exame Leitura do Ritual Memorização Luzes Dignidades Câmara de Reflexão Câmara Escura Preparação para Iniciação Respeito Idade Não tem Poderíamos continuar com uma listagem prolongada para mostrar as diferenças, lembrando que temos no Brasil dois REAA, o praticado pelo GOB e COMAB, via França, genuínos, vermelho (sem entrar nas questões políticas – “Stuart”) e das Grandes Lojas (1928, de Mário Behring), que por ocasião da fundação das GG. LL. trazia REAA, Emulação e Schröder. No ritual de 1928 (GLESP REAA) vamos encontrar: Leste, Oeste, Ex-Venerável, etc., etc. e tantas outras nomenclaturas que foram se perdendo no tempo. Não podemos nos esquecer que as Grandes Lojas foram fundadas com Carta Constitutiva do Supremo Conselho (também sem comentários adicionais). Hoje, na GLESP, temos a oportunidade de escolher entre oito Ritos e não temos o direito – e nem podemos - misturar uns com os outros. Sejamos autênticos, preservando e conservando as tradições e belezas de cada um dos Ritos. 


 (*) Ir. Hamilton Oceano Martins,ex-V.M., Membro da A.R.L.S.“O Despertar da Consciência” Nr. 588 – Rito Schröder – GLESP Or. de São Paulo – SP04 de setembro de 2016

CERIMÔNIA MAGNA DE INICIAÇÃO


No dia 19 de outubro a ARLS Verdadeiros Irmãos, 669 iniciou o agora irmão João Carlos Soares Gomes de Barros.

Tivemos uma Cerimônia muito bem conduzida e sobretudo abrilhantada pela presença do nosso Respeitável Ir.´. Delegado Regional, Dermival Gusmões que não poupou esforços para ajudar-nos na realização de tão importante ato.

A Cerimônia terminou com um ágape de confraternização estreitando os laços que nos unem como Verdadeiros Irmãos.