O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

TIRADENTES: UM HEROI CONVENIENTE!

 

AutorIr؞ Alfredo Vicente Terçarioli Ramos





·           A HISTÓRIA É ESCRITA PELOS VENCEDORES!

 

Mais do que uma bela frase de efeito, esta pérola da filosofia contemporânea, com a qual nos brindou George Orwell, traz em si um alerta terrível de que nunca podemos aceitar brandamente a história como nos chega, sem antes passa-la por um rigoroso filtro do bom senso, da verdade e da análise honesta e isenta. 

Muitas vezes ao fazermos este exercício, terminamos nos deparando com situações, no mínimo, desconfortáveis pois acabam revelando novos pontos de vista não muito populares e que nos colocam na posição de iconoclastas de heróis incontestáveis do ideário popular.

Ao fazermos a reconstrução da história de um dos heróis nacionais mais incontestáveis acabamos nos deparando com este dilema. Tiradentes é praticamente uma unanimidade quando se quer descrever alguém patriota, destemido, idealista e de um heroísmo folclórico e se torna uma tarefa muito ingrata ter que vasculhar um pouco mais sobre esta figura histórica, mítica, para desvenda-lo melhor, sob uma análise fria, imparcial e honesta. Porém é exatamente esta tarefa ácida e certamente polêmica que iremos nos dedicar neste singelo texto.

 

·           DO OBLÍVIO AO HEROÍSMO.

 

A primeira coisa que percebemos, logo no início da análise, é que a figura de Tiradentes somente começou a ser mencionada como herói nacional logo após a proclamação da república que ocorreu em 1889. Antes disso essa figura história não era mencionada e nem cultuada de forma significativa. Note-se que a inconfidência mineira ocorreu no final do século XVIII e que Tiradentes foi executado em 21 de abril de 1792, quase 100 anos antes do início da sua “fama”.

Por que esse personagem ficou na obscuridade por praticamente um século e logo em seguida foi guindado à condição de Herói Nacional? Por que não havia um culto contínuo e respeitoso por Tiradentes por parte significativa da população durante todo este tempo?

A impressão que se tem é que a condição de herói de Tiradentes foi simplesmente “tirada da cartola” dos estrategistas políticos e religiosos da república, um século após a sua execução, por interesses específicos da elite republicada recém guindada ao poder.

Pelo que a análise política e antropomórfica indica, o recém instalado regime republicano no Brasil enfrentava uma necessidade de adesão popular para consolidar o movimento. Longe de ter sido um levante de origem popular, a proclamação da república foi uma articulação de gabinetes de alta envergadura, especialmente militares, que não foi calcado em qualquer profundo apoio popular. O Brasil imperial vinha oferecendo uma administração relativamente tranquila e próspera e a população não tinha grandes razões de queixas. Recentemente a boa campanha militar da Guerra do Paraguai havia trazido tranquilidade às nossas fronteiras e a grande insatisfação que havia era dos grandes empresários do negócio agropecuário, além de uma parcela da nobreza local, devido à libertação dos escravos por parte do poder Imperial. O aumento de custos gerado pela perda da mão de obra escrava deixou os Barões do café, da cana de açúcar e da criação de gado insatisfeitos e isso sim foi o grande combustível para a implantação do regime republicano no Brasil, alguns anos adiante.

Os grandes heróis nacionais até então eram todos ligados ao regime Imperial. Como exemplo, citamos o Imperador Pedro I, que foi quem incorporou o heroísmo pela Independência do Brasil em relação à Portugal. Caxias, o grande General da guerra do Paraguai, era membro da nobreza e ostentava o título nobiliário de Duque.

Faltava a figura de um herói popular, nativo, que promovesse o orgulho de ser parte do POVO Brasileiro.

O novo regime republicano precisa urgentemente de um ícone com apelo heroico, para obter o apoio e apreciação da imensa massa da população, até então indiferente à troca de regime de governo.

A grande solução encontrada pelos ideólogos da recém-inaugurada república, foi a recuperação deste personagem histórico chamado TIRADENTES, um alferes do exército executado pelo governo imperial um século atrás, sob acusação de fazer parte de um movimento separatista chamado de inconfidência mineira.

E quais foram as características especiais que acabaram fazendo com que a escolha recaísse sobre este líder insurrecto da tal inconfidência mineira?

Tiradentes não era da nobreza. Ele é de origem popular e sua ascensão social (tímida) ocorreu quando ele ingressou nas forças armadas, como aspirante de oficial. O fato dele não ser de origem fidalga era muito importante para a idealização deste herói, pois ele tinha que ter raiz popular.

Tiradentes não deixou mágoas profundas entre os militares da época. A Inconfidência mineira se propunha a libertar o Brasil do domínio colonial Português, mas bradou muito mais do que executou. O movimento era formado por muitos jovens idealistas, vários deles de famílias abastadas, com boa formação intelectual, poetas, músicos e alguns militares. Porém, na prática, nunca foi um grupo insurgente que realmente preocupasse o poder militar da época. Foram relativamente fáceis de se identificar e neutralizar. Portanto, não havia mágoas nem orgulho ferido entre os militares.

 

O mesmo não se daria jamais, por exemplo, se o candidato a herói nacional fosse Antônio Conselheiro, líder do movimento de Canudos que, alguns anos mais tarde, causou profundo estrago no orgulho do poder militar do Brasil pelo trabalho e esforço que exigiram para abafar a revolução de Canudos. Vários militares de alta patente e prestígio foram mortos no processo, e a figura de Antônio Conselheiro causa repulsa nas forças armadas até hoje. O corporativismo militar não tem barreiras no tempo.

 

 

Portanto, Tiradentes era o candidato ideal a ser guindado ao posto de herói popular. Além do mais, ele teve sim uma postura heroica inquestionável pois, quando a inconfidência foi debelada e seus líderes presos, ele foi o único que não renegou o seu ideal e manteve suas opiniões até o final, mesmo sabendo que seria executado. Todos os outros líderes da inconfidência acabaram se esquivando de uma punição mais severa pelo ato de renegarem os seus ideais.

 

 

Neste ponto não há como negar que Tiradentes foi um herói legítimo.

 

 

·           A CONSTRUÇÃO DO MITO

 

Mas isso não era o suficiente. Ele já tinha a seu favor a credibilidade de sua história, mas precisava de mais algum requinte para cair no gosto popular. E os estrategistas políticos não foram tímidos nos detalhes adicionados ao herói.

Em primeiro lugar, criaram para ele uma imagem MESSIÂNICA, a fim de fazê-lo cair nas graças do povo. Os artistas criaram aquela imagem de Tiradentes conhecida até hoje: Um homem alto, barbudo, vestido numa túnica branca, olhos amendoados e superiores, e cabelos cortados à moda nazarena. Alguém é capaz de arriscar uma similaridade? Não é preciso ser muito observador para identificar a semelhança com a imagem mais conhecida de Jesus de Nazareth. Ao dar para o herói Tiradentes uma imagem semelhante à figura maior da Cristandade, a intenção foi também transferir-lhe esta aura de mártir e assim angariar a simpatia e adesão da população Brasileira, majoritariamente Cristã.

A verdade é que a imagem real de Tiradentes nunca foi retratada, nem por meios tecnológicos (ainda não havia sido inventada a fotografia na época da sua execução) e nem artísticos.

 



Note-se como as representações artísticas da época da criação do mito induziam à imediata comparação mental da figura de Tiradentes com Jesus de Nazareth. Na gravura foram agregados elementos como a presença de um religioso representando a Igreja Católica solidária com o condenado (o que dificilmente ocorreu de fato, dado o apego que a Igreja Romana sempre teve pelo poder constituído) e uma outra pessoa claramente do povo, o que jamais seria permitido no patíbulo por regra militar. Até o poste da forca lembra a cruz do supliciado de Jerusalém

 

 

O fato é que NINGUÉM sabe de fato como era a aparência de Tiradentes.

O que sabemos de fato é que ele certamente não usava barba longa, pois era um Alferes do exército imperial e a norma militar proibia explicitamente que se usasse barba comprida. No máximo poderia ser um bigode. Os cabelos poderiam até ser longos, mas obrigatoriamente teriam que estar presos, pois essa também era a norma militar, que era muito rigorosa. E o fato dele estar aguardando a execução na cadeia não o isentariam de cumprir estas normas, pois os militares Portugueses eram extremamente rigorosos.

A túnica branca também é improvável. Ele deve ter sido executado com trapos de sua vestimenta original da época em que foi preso.

·           PERFIL PSICOLÓGICO

 

Outro ponto importante para refletirmos é quando à aura heroica e destemida que reveste a figura de Joaquim José da Silva Xavier. Até hoje é propagado que ela o líder maior da Inconfidência mineira e sua atitude, na época da prisão, foi a de um destemido líder que assumiu toda a responsabilidade, isentando os demais insurgentes. Fica assim patente a marca de um herói, valente, corajoso, destemido e que se sacrificou pelos outros companheiros.

O fato é que não existem documentos históricos suficientes para se traçar um perfil psicológico de Tiradentes. O que parece que está mais perto da verdade é que ele era destemido sim, bastante eloquente, pouco prudente pois começou a pregar os ideais de insurreição dentro dos próprios quarteis, e tinha sim muita coragem. Porém, aparentemente ele não tinha o intelecto para ter sido um dos idealistas filosóficos do movimento, papel este que ficou reservado para outras pessoas, entre estudantes e artistas, que tinham uma formação intelectual mais sólida. Aparentemente, Tiradentes era o grande agente OPERATIVO do movimento, e tentou de forma decisiva arregimentar adeptos para a causa.

Porém, por falta de estrutura, meios materiais e, principalmente, adesões suficientes, o movimento da Inconfidência mineira não causou mais do que alguns inconvenientes para o governo da época e foi rapidamente debelado. Os outros líderes do movimento se acovardaram e renegaram a participação para obterem indulgência e não serem executados também, como acabou ocorrendo com Tiradentes.

A história de que ficou plantada uma semente de liberdade e que floresceu mais tarde no coração do povo Brasileiro é outra falácia, pois a desvinculação com o poder imperial somente aconteceu um século depois e liderado por militares de alta patente e a elite financeira do Brasil, insatisfeitos com a libertação dos escravos. Certamente a proclamação da república não foi um movimento popular.

 

·           SUMÁRIO

 

Em resumo, o que tudo indica foi que TIRADENTES foi sim um herói legítimo, a seu modo, mas certamente a sua imagem heroica que conhecemos nos dias de hoje teve uma ajuda decisiva de especialistas em propaganda e políticos da época da proclamação da república e esta imagem construída, muito embora em cima de um heroísmo legítimo, foi propositalmente “ajustada” para atender a uma necessidade de se ter um Herói Nacional Popular.

 

 

Fato

Lenda

·      Tiradentes agiu heroicamente.

·      Tiradentes era uma figura energética e eloquente.

·      A figura de Tiradentes nem era lembrada antes da proclamação da república

·      Tiradentes foi “enquadrado” para exercer o cargo de herói nacional

·      Tiradentes era o principal líder da inconfidência.

·      A imagem de Tiradentes era semelhante à de Jesus.

·      Tiradentes plantou a semente da liberdade.

·      A inconfidência quase obteve sucesso

 

 

 

Como havia alertado no início do texto, a intenção não é de forma alguma atacar ou desmoralizar a figura de Tiradentes. Iconoclastia nunca caiu bem. Foi reconhecido o heroísmo do personagem várias vezes no transcorrer do texto, de forma positiva e incontestável.

O grande objetivo deste ensaio e ampliar o entendimento de um fato histórico relevante e, acima de tudo, estimular o espírito crítico e investigativo dos IIr؞ para todos os fatos e dados, pois esta é nossa obrigação moral. Nós somos, antes de tudo, investigadores da verdade e o nosso compromisso é com o estudo e o bom senso. Ainda bem que vivemos numa fraternidade cujo lema é “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, pois isso nos estimula a sempre agirmos de forma livre e destemida na investigação da verdade.

 

Ir؞ Alfredo Vicente Terçarioli Ramos - M؞M؞

A؞R؞L؞S؞ Verdadeiros Irmãos, 669 – Oriente de São Paulo/SP

Jan/2021 da E؞V؞


UMA NOVA INSTRUÇÃO

 Autor: João Carlos Castilho




 

Querido irmão Secretário,

Me fale qual é a ordem do dia.

Uma nova instrução V.´. M.´.,

Inédita e de grande valia.

 

                        Meus irmãos Vigilantes.

                        Ajudai-me nesta instrução

                        Aos demais irmãos,

                        peço sua atenção.

 

Irmão 2º Vigilante, o que se sabe

Sobre esta inédita instrução.

Não vejo nada em nossos rituais,

Isso me causa aflição.

 

E você Irmão 1º Vigilante,

Tendes a informação?

Se conhece, nos diga logo

Do que se trata esta inédita instrução.

 

Lamento V.´. M.

Em nada posso ajudar,

Desconheço a nova instrução

Não posso me manifestar.

 

                        Pela ordem V.´. M.´..

                        Prossiga irmão Orador.

                        Recebemos aqui uma prancha,

                        Assinada ...” O CRIADOR”

 

Podeis ler querido irmão,

Tendes a minha permissão.

Desculpe V.´. M.´. não posso,

Aqui diz... Esta é sua missão.

 

                Meus Verdadeiros Irmãos...

 

                Este ano foi sem dúvida

                Um ano bem diferente

                Sem batidas do malhete

                Do Venerável no Oriente

 

                        Sem Jantar Ritualístico

                        Sem abraço fraternal

                        Sem toques ou palavras

                        E também sem o sinal.

 

Tudo isso teve um propósito

Uma importante lição

Que precisa ser aprendida

Nesta inédita instrução.

 

                        De nada adianta o dinheiro

                        O status ou o poder

                        O AMOR é mais importante

                        Mais que o SER, mais que o TER

 

Seja forte, acredite,

Quem acredita sempre alcança

Enquanto existir o AMOR

Há de haver a ESPERANÇA.

 

                        Está encerrada esta inédita instrução deste ano meus irmãos.

                        Meditemos sobre ela.

 


Feliz 2021 para todos os irmãos, cunhadas e sobrinhos, com muito

                        AMOR e ESPERANÇA

                        Tudo vai ficar bem.

 

 

 

 

 

                       

 


A MAÇONARIA E A ESTÁTUA DA LIBERDADE

 Autor: André Luis Guarizo A.´. M.´.


PREFÁCIO

A vitória do Movimento Revolucionário de 1776, que deu origem à República dos Estados Unidos da América, foi também uma vitória da Maçonaria, pois os ideais maçônicos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, foram os alicerces para a construção do novo país.

A recém-nascida nação foi uma espécie de laboratório para a construção da sociedade democrática no mundo, onde se organizou um governo que “em certo sentido, nascia de baixo para cima”. Dois maçons notáveis contribuíram para declaração de Independência dos Estados Unidos da América: George Washington e Benjamin Franklin.

O INÍCIO

Tudo começou nos arredores de Versalhes, nas proximidades da capital francesa, Paris, em 1865, durante um jantar na casa do historiador e jornalista Maçom Francês Edouard de Laboulaye, na Aldeia de Glavingny, um Subúrbio de Paris. Entre os presentes estavam Oscar e Edmond de Lafayette, netos do Marquês d’lafayette, os Maçons George Whashington e Henry Martin, o artista Frederic Auguste Bartholdi.

Oficialmente, o monumento foi idealizado para homenagear os Estados Unidos no centenário da sua independência e, ao mesmo tempo, celebrar as boas relações entre os dois países.

Laboulaye foi quem primeiro propôs a ideia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos em uma campanha nacional feita pela Maçonaria para que, em 1875, a equipe do escultor Bartholdi começasse a trabalhar na estátua colossal.

Em 1871, Bártoli, com 31 anos de idade, ficou imbuído com a ideia e também o desafio que apresentou seu talento artístico, porém a proposta permaneceu inativa durante o regime autocrático de Napoleão III e ao longos dos anos destrutivos da Guerra Franco Prussiana.















A CONCEPÇÃO

 

Portando cartas de apresentação e grandes esperanças, Bartholdi viajou para a América e, no convés do Navio Pereire , visualizou a Baía inferior de Nova Iorque, onde teve uma visão de uma deusa magnífica, erguendo uma tocha em uma mão e acolhendo todos os visitantes para a terra da liberdade e oportunidade.  Com papel e pincel, na cor da água, esboçou a ideia da Estátua da Liberdade.

Voltando à França, o projeto sofreu vários adiamentos porque, naquela época, não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana. 

Bartholdi então, inspirado pelo no Colosso de Rodes para construir a Estátua da Liberdade, usou duas pessoas especiais para se inspirar na construção da estátua. A mulher representada na estátua da liberdade possui a silhueta corporal de sua noiva e as feições do rosto, foram inspiradas em sua mãe.

Tornou-se patente que ele incorporara símbolos da Maçonaria no seu projeto – a tocha, o livro na sua mão esquerda, e o diadema de sete espigões em torno da cabeça, como também a tão evidente inspiração ligada à deusa Sophia, que compõem o monumento como um todo. Isto, talvez, não era uma grande surpresa, o visto ser Maçom. Segundo os iluministas, por meio desta, foi dado “sabedoria” nos ideais da Revolução Francesa.

A estrutura em que a estátua se apoia foi construída pelo Maçom Gustave Eiffel, o famoso construtor da Torre Eiffel. O pedestal sobre o qual se apoiaria a estátua seria construído e financiado pelos americanos.

O PROJETO

Para a sustentação da estátua, ele sugeriu uma estrutura com uma torre central em ferro, firmemente ancorada no pedestal, e ela consistiria em um andaime de ferro com reforços diagonais. A esse esqueleto seria acoplada uma estrutura secundária, mais próxima da forma da estátua, de onde sobressairiam diversas barras de ferro, planas e flexíveis, que se ligaria com o que podemos chamar de “pele” do monumento.

  Em estilo Neoclássico, essa “pele” foi constituída por 300 pranchas de cobre norueguês, moldadas manualmente e unidas com rebites, somando 80 toneladas. Inicialmente, Bartholdi fez diversos modelos em argila, e depois em gesso até chegar ao cobre, em chapas bem finas com 2,3 mm de espessura. A estátua foi montada, provisoriamente, no pátio do ateliê onde fora modelada, e somente em 1885 o monumento de 46,5 metros e com quase 225 toneladas foi enviado para Nova York.

O seu projeto consistia em um sólido simples com vagas influências egípcias, de 27 metros de altura e fundações de 20 metros, de autoria do arquiteto norte-americano Ricardo Morris Hunt.

A CONSTRUÇÃO

 Os pilares foram erguidos em torno das paredes de um antigo forte, que recebeu como enchimento um imenso volume de concreto.

O ferro da estrutura reagiu, eletroliticamente, com o cobre da “pele” da estátua, o que causou sérios danos à estrutura até a década de 1980, que ainda foi agravado pela penetração da água da chuva nas chapas de cobre que se dilataram com o tempo, formando aberturas entre elas. Para sanar o problema, a estrutura do monumento foi trocada por aço inoxidável, o que levou um ano. Ao todo, foram trocados 3000 metros de barras da estrutura.

Na época em que foi construída, a estátua da liberdade era o monumento mais alto do mundo, com 92 metros, sendo capaz de oscilar 7,5 cm com um vento de 80 km/h, como um ótimo exemplo da combinação entre resistência e flexibilidade.

São 167 degraus de entrada até o topo do pedestal. Depois, são mais 168 degraus até a cabeça. Por fim, outros 54 degraus levam à tocha. A coloração verde-azul é causada por reações químicas, o que produziu sais de cobre e criou a atual tonalidade.

Registos históricos não fazem qualquer menção da fonte de fios de cobre usados na Estátua da Liberdade, mas suspeita-se que sejam provenientes da Noruega. Foi desmontada e enviada para Nova York, onde então foi montada no pedestal projetado pelo arquiteto americano e Maçom Richard Morris Hunt.











A Montagem da estátua teve três etapas: 

O pedestal foi construído pelos americanos entre 1884 e 1885. Seus pilares foram erguidos em torno das paredes de um antigo forte, que recebeu como enchimento um imenso volume de concreto.

O esqueleto da Lady Liberty é de ferro fundido: uma estrutura erguida em torno de dois pilares centrais, que sustentam as barras diagonais para fixar as placas de cobre.

As placas de cobre que formam a camada externa foram unidas com rebites. No miolo, há uma escada com 354 degraus (o elevador interno só vai até a plataforma, logo abaixo dos pés da estátua).

A estátua foi terminada em França em Julho de 1884 e chegada ao porto de New York, em 17 de Junho de 1885. Para se preparar para o trânsito, a estátua foi reduzida a 350 partes individuais e embalada em 214 containers de madeira. (O braço direito e a tocha, que foram terminados mais cedo, tinham sido exibidos na exposição Centennial em Filadélfia em1876, e depois disso no quadrado de Madison em New York City.) a estátua foi remontada no seu suporte novo num tempo de quatro meses.

Para tal, o navio Bay Ridge, levou para a ilha de Bedloy, onde hoje está erguida a estátua. Cerca de 100 maçons, onde o principal arquiteto do pedestal, o Maçom Richard M. Hunt, entregou as ferramentas de trabalho aos maçons construtores.

A estátua “ Lady Liberty” foi inaugurada em 28 de Outubro de 1886. O presidente Grover Cleveland presidiu a cerimônia em 28 de Outubro de 1886 e o Maçom Bispo Episcopal de New York fez a invocação. O Maçom Bartholdi retirou a bandeira francesa do resto da estátua. O principal orador da cerimônia foi o Maçom Chaucey M. Depew, senador dos Estados Unidos.

 A pedra fundamental foi então assente conforme ritualística maçônica, própria para estes eventos, e também um tributo prestado aos homens livres e de bons princípios, com reconhecida reputação internacional.

As peças que iriam compor a estátua chegaram ao porto de New York, em Junho de 1885; foram montadas sobre a estrutura construída por Gustave Eiffel.

 

 

 

 

 


CERIMÔNIA MAGNA DE INSTALAÇÃO E POSSE

 


Ontem dia 21 de setembro a ARLS Verdadeiros Irmãos, 669 realizou com todas as medidas de segurança necessárias a Cerimônia Magna de Instalação e Posse do novo Venerável Mestre, Ir.´. Julio Cesar Carvalho dos Santos e da nova administração da Loja.

Todas as medidas foram tomadas para a realização de uma reunião presencial.

A reunião contou com a presença dos delegados distrital e regional.

Dirigida de maneira exemplar pela Comissão Instaladora a reunião cumpriu perfeitamente os seus propósitos colocando no Trono de Salomão o estimado Ir.´. Julio que temos certeza fará uma gestão profícua.

Foi exaltada a gestão do Past Master João Carlos Castilho que continuará colaborando com a Loja em todos os momentos que ela necessitar.

Tivemos irmãos visitantes que muito ajudaram para abrilhantar a Sessão.

Após o término da Sessão, foi servido aos presentes um copo d'agua no refeitório.

Parabéns à ARLS Verdadeiros Irmãos, 669.









O DEUS DE SPINOZA

Autor: Alfredo V. Terçarioli Ramos






DEUS, SPINOZA EINSTEIN E STEPHEN HAWKING.

“...EU NÃO VIM TRAZER A PAZ, MAS A ESPADA...”
Se fizermos um concurso relâmpago com os que nos cercam a presença neste exato momento para apostarmos em QUEM disse esta frase, estou convicto que surgirão muitos nomes de Guerreiros e Generais, como Genghis Khan, Napoleão, Alexandre o Grande, Julio Cesar, Anibal o Grande, Saladino, Átila o Huno, e muitos outros, e poucos ou talvez ninguém, irá atribuir a frase ao seu real emissor, Jesus de Nazareth.
A assertiva simplesmente não combina com uma boca que somente pronunciava palavras mansas, de amor, perdão e tolerância e certamente causará estranheza e dúvida.
Porém, como toda frase solta, há que se buscar o CONTEXTO em que foi proferida para evitar mal-entendidos e para que possamos captar o se perfeito sentido.
O Famoso Rabi da Galiléia certamente não estava incentivando o conflito ou a violência. Neste caso específico, ele se referia à sua convicção de que a mensagem nova que ele trazia não iria se implantar entre os homens sem causar conflito. Profundo conhecedor da natureza humana, ele já antevia as distorções, contendas e polêmicas que iriam ser criadas em seu nome, e baseadas nos seus ensinamentos, simplesmente para acomodar os mais mesquinhos e imediatistas interesses humanos.
E assim se cumpriu mais esta profecia.
O homem se aglutinou em uma Igreja que, em princípio, deveria ser a defensora e divulgadora das mais simples e contundentes verdades cristãs, mas que acabou se transformando um imenso conglomerado poderoso a defender interesses mais que mundanos. A medida que crescia seu poder temporal, com imensos exércitos e riquezas, mas se distanciava dos ensinamentos originais.
Uma das grandes vítimas deste processo foi a CIÊNCIA.
Por séculos esta natural atividade do ser humano, fruto de sua curiosidade insaciável, foi reprimida e combatida pelo poder implacável da Religião humana simplesmente por que as verdades naturais que vinham à  tona contrariavam diametralmente as “convenientes inverdades religiosas criadas para controlar e oprimir as pessoas.
A medida em que os heroicos e bravos cientistas primitivos iam pesquisando e desvendando a natureza, misturando suas ervas, manipulando suas fórmulas, observando o céu estrelado, iam percebendo que os ensinos formais da igreja não combinavam com a realidade dos fatos. E por esta razão foram implacavelmente perseguidos, torturados e executados por esta Igreja cega que tentava assim ocultar o brilho da verdade através da violência e da insana perseguição.
Não é à toa que tal período da história foi chamado de “Idade das Trevas”. Nome nenhum seria mais apropriado.
Porém, como é impossível conter a luz do sol, assim também ocorre com a verdade dos fatos naturais. Mesmo operando na clandestinidade, muitas vezes abrigados em grupos secretos e iniciáticos como a Maçonaria primitiva, os Alquimistas e muitos outros, os cientistas foram aos poucos prosperando e avançando nos seus estudos e descobertas.
Este divórcio que ocorreu entra a Religião e a Ciência ainda perdura até hoje. Estas duas vertentes do conhecimento humano que deveriam sempre andar de mãos dadas, em paralelo, pois são complementares, acabaram se afastando de forma irreconciliável a ponto de que, nos dias de hoje, é raro se ver um cientista de renome declarar que acredita em Deus, pois isso seria vergonhoso no meio acadêmico.
A Igreja Romana tem tentado, muito timidamente, se reconciliar com a ciência, investindo em algumas atividades no campo da Astronomia (O observatório do Vaticano tem alguma relevância científica) e da medicina, em especial da genética. Mas o mal causado foi muito grande e o abismo existente ainda é imenso e somente um reconhecimento cabal e unilateral das falhas de seus dogmas absurdos poderia oferecer alguma chance de reconciliação.
Como isso não ocorrerá tão cedo, a ciência continuará por ora a ter vida própria e permanecer na sua caminhada solo, apartada do ponto de vista religioso. Em algum momento, a própria razão vai chegar num beco sem saída, em que a única resposta para o avanço será admitir a existência de um princípio criador onipotente, e por fim provar de forma fática e palpável a inequívoca existência de Deus. Somente assim daremos um salto quântico na evolução da humanidade para os próximos estágios.
Porém, faz parte da Lei Natural, por ser inato no ser humano, a consciência da existência de um princípio criador. Mesmo que de forma tímida e disfarçada, a maioria dos Cientistas, vez por outra, acaba admitindo a indefectível existência de Deus, az vezes com outros nomes e conceitos que facilitem a aceitação por parte de seus pares e não fira assim o seu orgulho acadêmico.
Um exemplo clássico disso nos deu Albert Einstein e posteriormente Stephen Hawking, dois dos maiores baluartes da física teórica, que declararam sua crença do “Deus de Spinoza”.
E, afinal de contas, de que se trata este tal “Deus” tão particular que provocou a capitulação filosófica de mentes tão brilhantes como famosas?
Baruch de Spinoza nasceu em 24 de novembro de 1632 em Amsterdã (no que hoje é a Holanda). Membro de família Judaico-Portuguesa que havia emigrado de Portugal para fugir da Inquisição da Igreja Romana, foi um dos principais Filósofos racionalistas do Sec. XVII, em mesmo nível de importância que René Descartes.  Spinoza se notabilizou por combater a superstição e o dogmatismo das religiões formais, em especial o Catolicismo Romano.
O Deus de Spinoza é o Deus do protesto, da libertação dos grilhões dos ensinamentos esdrúxulos das religiões formais, da opressão, da tortura e da Inquisição. Poderíamos, sem medo de errar, trocar a palavra DEUS por NATUREZA e encaixar no texto de Spinoza que o sentido permaneceria inalterado. Evidentemente que existem alguns "abusos" conceituais de Spinoza, com os quais eu, particularmente, não concordo, especialmente quando ele afirma que as nossas ações não trazem consequências, mas isso é até compreensível se levarmos em conta o CONTEXTO em que ele viveu e desenvolveu suas ideias. Para começar, a família teve que fugir de Portugal para não cair nas garras da inquisição. São estas coisas terríveis que moldam um espírito e provocam alguns exageros.
Porém, se pararmos para comparar, o conceito do Deus de Spinoza, embora imperfeito, é bem melhor que o Deus terrível das religiões formais, que se compraz com a dor, que é vingativo, que se ira, que se arrepende, que premia a violência e está repleto das imperfeições humanas, num processo inaceitável de antropomorfismo.

DEUS, SPINOZA, EINSTEIN E STEPHEN HAWKING.
Quando perguntaram a Einstein se ele acreditava em Deus, ele respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.
Stephen Hawking também declarou sua crença no Deus de Spinoza.

MENSAGEM DE DEUS, SEGUNDO BARUCH SPINOZA
 “Pare de ficar rezando e batendo no peito! O que quero que faça é que saia pelo mundo e desfrute a vida. Quero que goze, cante, divirta-se e aproveite tudo o que fiz para você.

Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e acredita ser a minha casa! Minha casa são as montanhas, os bosques, os rios, os lagos, as praias, onde vivo e expresso Amor por você.

Pare de me culpar pela sua vida miserável! Eu nunca disse que há algo mau em você, que é um pecador ou que sua sexualidade seja algo ruim. O sexo é um presente que lhe dei e com o qual você pode expressar amor, êxtase, alegria. Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer.

Pare de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo! Se não pode me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de seus amigos, nos olhos de seu filhinho, não me encontrará em nenhum livro.

Confie em mim e deixe de me dirigir pedidos! Você vai me dizer como fazer meu trabalho?

Pare de ter medo de mim! Eu não o julgo, nem o crítico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor.

Pare de me pedir perdão! Não há nada a perdoar. Se eu o fiz, eu é que o enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso culpá-lo se responde a algo que eu pus em você? Como posso castigá-lo por ser como é, se eu o fiz?

Crê que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que Deus faria isso? Esqueça qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei, que são artimanhas para manipulá-lo, para controlá-lo, que só geram culpa em você!

Respeite seu próximo e não faça ao outro o que não queira para você! Preste atenção na sua vida, que seu estado de alerta seja seu guia!

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é só o que há aqui e agora, e só de que você precisa.

Eu o fiz absolutamente livre. Não há prêmios, nem castigos. Não há pecados, nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Você é absolutamente livre para fazer da sua vida um céu ou um inferno.

Não lhe poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso lhe dar um conselho: Viva como se não o houvesse, como se esta fosse sua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não houver nada, você terá usufruído da oportunidade que lhe dei.

E, se houver, tenha certeza de que não vou perguntar se você foi comportado ou não. Vou perguntar se você gostou, se se divertiu, do que mais gostou, o que aprendeu.

Pare de crer em mim! Crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que você acredite em mim, quero que me sinta em você. Quero que me sinta em você quando beija sua amada, quando agasalha sua filhinha, quando acaricia seu cachorro, quando toma banho de mar.

Pare de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra você acredita que eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que me agradeçam. Você se sente grato? Demonstre-o cuidando de você, da sua saúde, das suas relações, do mundo. Sente-se olhado, surpreendido? Expresse sua alegria! Esse é um jeito de me louvar.

Pare de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que o ensinaram sobre mim! A única certeza é que você está aqui, que está vivo e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisa de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procure fora. Não me achará. Procure-me dentro de você. É aí que estou batendo em você”.

Alfredo V. Terçarioli Ramos - M؞I؞
ARLS Verdadeiros Irmãos, 669