O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

PRECEITOS MAÇÔNICOS


Autor: Desconhecido


  • Ama a Humanidade.


  • Escuta a voz da natureza, que te brada; todos os homens são iguais; todos constituem uma única família.


  • Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.


  • Faze o bem pelo amor do próprio bem.  


  • O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.


  • Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.


  • Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence tuas paixões.


  • Nos teus atos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha. 


  • Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.


  • Fala sobriamente com superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.


  • Dize a verdade, pratica a justiça, procede com retidão.


  • Não lisonjeies nunca; é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado, não te corrompa.


  • Não julgues ao de leve as ações dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te de que para bem julgar os homens é preciso  sondar as consciências e perscrutar as intenções.


  • Se alguém tiver necessidade, socorre-o; se se desviar da virtude, chama-o à ela; se vacilar, ampara-o. se cair, levanta-o.


  • Respeita o viajante; auxilia-o; a sua pessoa é sagrada para ti.


  • Foge à contendas, evita os insultos, obedece sempre a razão esclarecida pela ciência. 


  • Lê, aproveita, vê e imita o que é bom, reflete e trabalha; faze quanto possas para o aperfeiçoamento da organização social, e assim, contribuirás para o bem coletivo.


  • Sê progressivo; estuda a ciência porque ela te conduzirá à verdade que tens por dever procurar.


  • Não te envergonhes de confessar os teus erros; provarás assim que és hoje mais sensato do que eras ontem e que desejas aperfeiçoar-te.


  • Moraliza pelo exemplo; sê obsequioso; tolera todas as crenças e todos os cultos, mas tem por dever lutar contra a superstição, o fanatismo e a reação. Como os mais resistentes obstáculos ao progresso humano.


  • Educa e ensina; esclarece os outros com teu conselho, inspirado pela circunspecção e pela benevolência.


  • Regozija-te com a justiça; insurge-te contra a iniquidade; sofre os azares de sorte, mas luta contra eles no intuito de os vencer.


  • Procede sempre de forma que a razão fique do teu lado.


  • Respeita a mulher; não abuses nunca de sua fraqueza; defende a sua inocência e a sua honra.


  • Ama a Pátria e a Liberdade; sê bom cidadão. Bom marido, bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo.


  • Quando fores pai alegra-te, mas compreende a importância da tua missão. Sê um protetor fiel do teu filho; faze que até aos dez anos te obedeça, até aos vinte de ame, e até a morte te respeite.  Até aos dez anos sê seu mestre, até aos vinte seu pai e até a morte seu amigo. Ensina-lhe bons princípios de preferência a belas maneiras; que te deva uma retidão esclarecida e não uma frívola elegância; fá-lo um homem honesto de preferência  um homem astuto.  


O BANQUETE RITUALÍSTICO


 Autor: Álvaro Ernesto Soares Vilella Neto




O Banquete Ritualístico é um momento de confraternização, salientando os laços que unem os Irmãos da nossa Ordem . Neste momento deve-se estar conectado com o Grande Arquiteto do Universo, entendendo que, no momento dessa confraternização, dever-se-ia estar recebendo o mesmo alimento espiritual o alimento propiciador de uma ligação espiritual forte, mantenedora de um laço invisível e inquebrantável e que deve estar isento de qualquer
mácula, pois advém de seres Iniciados.

Há que ser feito um registro, ainda que não diretamente vinculado ao tema, mas para que possa ter uma visão ampla, e não estreita, do assunto envolvendo o Banquete Ritualístico.

A Maçonaria da atualidade, denominada como especulativa, poderia na verdade, ser conhecida como Maçonaria dos Aceitos, haja vista que a forma atual da instituição maçônica somente se iniciaria no final do século XVI, quando foi aceito o primeiro homem não ligado à arte de construir, em 1600, na “St. Mary’s Chapell Lodge” (Loja da Capela de Santa Maria), em Edimburgo, na Escócia.
As organizações operativas, devido ao declínio da arquitetura gótica, para sobreviver passaram a admitir homens não ligados à arte, em geral pessoas de destaque na sociedade, os quais passaram a ser denominados de Maçons Aceitos.
Este processo de aceitação progrediu com tal velocidade que ao final do século XVII o contingente de aceitos superava, largamente, o de operativos, propiciando a criação da primeira Obediência Maçônica da história, a Premier Grand Lodge, de Londres, no início do século XVIII, precisamente no dia 24 de
junho de 1717.

A 17 de julho de 1751, para combater os “Maçons Modernos”, uma assembleia de Maçons declarava a intenção de reviver a Antiga Arte Real, segundo os verdadeiros princípios maçônicos. Na sequência foi instalada outra Grande Loja denominada de Grande Loja dos “Antigos”, formada, em sua maioria, por Maçons Irlandeses, residentes em Londres.
Em 27 de dezembro de 1813, ou seja, mais de sessenta anos depois, foi consumada a união das duas Obediências Maçônicas, da qual resultou a United Grand Lodge of England (Grande Loja Unida da Inglaterra).
Daí, então, a adoção pela Maçonaria das datas de 24 de junho e 27 de dezembro e, por consequência, os dois São João – o Batista e o Evangelista – terem se tornado os padroeiros das Lojas de aceitos, de diversos Ritos até a atualidade.

O Banquete Ritualístico deve ser realizado pelo menos uma vez por ano, de preferência no solstício de inverno (no hemisfério Sul) que ocorre por volta do dia 21 de Junho, ou de verão (no hemisfério Norte) que ocorre por volta do dia 21 de dezembro .
Tudo o que é usado no Banquete Ritualístico tem um nome simbólico, ligado à arte de construir, aos materiais de construção e aos instrumentos necessários ao trabalho de edificação, são alguns os nomes simbólicos:

• Areia branca: o sal
• Armas, ou Canhões: os copos
• Bandejas: as travessas
• Bandeiras: os guardanapos
• Bandeira grande: a toalha de mesa
• Barricas: as garrafas
• Espadas, ou Alfanjes: as facas
• Fazer fogo: beber
• Picaretas: os garfos
• Pólvora forte: o vinho, ou o licor
• Pólvora fraca: a água
• Pólvora preta: o café
• Telhas: os pratos

Creditos :compilado banquete ritualístico / internet

O MAIOR CARGO EM LOJA

Autor: Edson Guedes

Colaboração: Luiz Roberto Arouca Doria de Barros




O maior cargo em Loja! 

“O maior cargo em maçonaria é o de verdadeiro Irmão.” “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”. Platão

Ao longo de nossa breve trajetória maçônica, temos visto muitos Irmãos adentrarem a nossa Ordem.

Desses, alguns saem desapontados, pois esperavam encontrar uma instituição composta por pessoas perfeitas, ricas em virtudes, esbanjando qualidades, e, em verdade, não é esse,nem nunca foi ou será, o retrato mais fiel da Maçonaria ou de qualquer outra instituição, por envolver pessoas.

Somos uma Escola de Aperfeiçoamento e não de aperfeiçoados. Estamos, a cada dia, buscando aparar nossas arestas, afinal, pedras são buriladas através do atrito, sendo a tolerância o ingrediente fundamental para que esse processo tenha êxito.
A falta dela faz com que muitos entrem para a Maçonaria, mas não permite que a Maçonaria entre dentro deles, e logo, saem porta afora.
Cuide do seus Irmãos!

O Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS, ouve nossos rogos e nos mostra o caminho que a Ele conduz, continua a nos proporcionar a dádiva da aproximação de valorosos Irmãos que nos socorrem em nossas dificuldades, se interessam por nós, nos escrevem, telefonam para saber como estamos, trocam e-mails e assim, não nos deixam experimentar a depressão e a solidão.

Nossas Lojas Maçônicas são portos seguros, colos de mãe para enxugamento das lágrimas e o consolo de nossas dores, num ambiente de luz, paz e amor, pois é sublime reunir em seu seio, católicos, evangélicos, espíritas, maometanos, israelitas, budistas, e a todos dizer:
 “Aqui vossas disputas não encontrarão eco. Aqui, não ofendereis a ninguém e ninguém vos ofenderá.” “Meu Irmão, se eu me esquecer de você, nunca se esqueça de mim! Conte comigo. Eu conto consigo.”
“O maior cargo em maçonaria é o de verdadeiro Irmão

O ESTANDARTE ASSOMBRADO


Autor: E.Figueiredo (*)

















Há coisas inexplicáveis na Maçonaria !
Nos anais, da antiga Maçonaria brasileira, há o
seguinte registro de algo sobrenatural acontecido:

Era o ano de mil oitocentos e tantos, num lugarejo denominado Campos de Avanhandava (posteriormente Santa Cruz do Avanhandava), no baixo Rio Tietê, que com o desbravamento viria a ser a cidade de Penápolis, na Noroeste Paulista, nas proximidades do córrego hoje chamado de Maria Chica.  Uma época que ainda viviam índios Coroados na região.  Nesse pedaço de chão havia, numa construção modesta, a Loja Maçônica com a  denominação Loja Remo e Rômulo. 

A Maçonaria, naquele tempo, era uma coisa muito escondida e quem era Maçom não dizia para ninguém, nem para a própria esposa.  Para tudo considerava-se sigilo total e segredo. Os membros dessa Loja eram quase todos oriundi ou imigrantes da Itália.  E os hábitos ainda tinham muita influência da camorra, vendetta, omertá e da cosa nostra, trazidos da “Bota” (Itália).  

Todos os Obreiros se sentiam orgulhosos por terem sangue italiano.  O Irmão Primeiro Vigilante, Gaetano Genovese, se gabava de ser sobrinho do chefão de um dos segmentos da Máfia Siciliana, Giuseppe Bonnano, mais conhecido como Joe Banana, que morava na região de Mezzogiorno, Sicília, dizendo que ele era capo di tutti capi (chefão de todos chefões). 

Os Irmãos da Loja Remo e Rômulo, pouco mais de 20, residiam na própria vila e alguns em aldeias vizinhas, pois era a única Loja Maçônica que existia naquelas paragens.

Salvatore Meneghetti, Irmão Porta-Estandarte e o decano da Loja, o mais idoso do grupo, mas não menos ferrenho Maçom, nunca deixava de dar sua mensagem na Palavra do Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular.  Suas alocuções eram verdadeiras aulas de Maçonaria. Salvatore Meneghetti faleceu durante uma Sessão, justamente quando explanava sobre a criação do Estandarte da Loja, de quem tinha sido o idealizador.  

Em virtude dos Maçons se reunirem escondidos e secretamente, não sabiam como informar a policia da morte do Obreiro.  Para resolver o problema, por ordem do Venerável Mestre, Enzo Regatoni, enterraram o Irmão no próprio chão do Templo, precedido de Pompas Fúnebres, conduzido pelo Mestre de Cerimônia, Luigi Provenzano.  O Irmão Secretário, Vito Andreazza, foi incumbido de providenciar uma cruz que foi colocada dentro do caixão, enquanto o Mestre de Harmonia, Matteo Zanetti, cantava o hino Maçônico e o Primeiro Diácono, Paolo Andreoli, acenava o incenso aceso sobre o corpo do falecido.  Um dos Obreiros lembrou que ele dizia que, quando morresse, gostaria de ser enterrado com seu avental.  E isso foi feito.  Foi comovente. Muito comovente.

Como homenagem ao Irmão, que fora para o Oriente Eterno, ficou decidido que não se permitiria que nenhum outro Irmão mais empunhasse o estandarte da Loja, durante as sessões, que passaria a ficar, permanentemente, ao lado do Venerável Mestre, durante os trabalhos.  Assim foi dito, assim ficou decidido !  Assim seja !

Na primeira sessão, após o falecimento, no momento que seria a fala do Irmão Salvatore Meneghetti, os Irmãos ficaram olhando entre si e, por alguns instantes, pairou um silêncio sepulcral.  De repente o estandarte se desprendeu do mastro, sobrevoou o templo e caiu na cadeira do Porta Estandarte.  Foi um GADU nos acuda !  O Orador, Benito Ianelli, se assustou, deu um grito e correu para a saída do Templo, tropeçando sobre o Guarda do Templo, Giovanni Riello.  Os demais Obreiros da Loja saíram atrás, correndo pela noite a dentro cada um para caminhos diferentes, sem olhar para trás.  O Irmão Hospitaleiro, Vito Denaro, corria fazendo o sinal da cruz com a mão esquerda.  Soube-se mais tarde que um Aprendiz, Luciano Franchetti, se suicidou.  Nunca mais se soube da Loja Remo e Rômulo.

Dizem que em noite de Lua cheia, os moradores da localidade costumam ver um tipo de pano esvoaçando pelo céu sem ter uma explicação para tal fato. Outros afirmam ver um cadáver se removendo na terra da cova onde o Irmão Meneghetti está sepultado.

Um acontecimento que requer uma pesquisa e estudo profundo.....

Vero o invenzione ? Che ci crediate !
Se non è vero, è bene trovato.....

{Arquivos Implacáveis} Acredite se quiser ! "Ripley's"

O FUTURO DO BRASIL E A MAÇONARIA


Autor: E. Figueiredo (*)








Mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral, para as eleições deste ano de nosso país, está eivada de muita animosidade, que ultrapassa o tradicional embate de opiniões sobre o futuro dos novos governantes que terão a responsabilidade de gerir a coisa pública do Brasil.

O atentado, contra um dos candidatos à presidência da república, trata-se de crime gravíssimo sob todos os aspectos de um país que se diz democrático.  As consequências ainda são imprevisíveis.  E claro está que a democracia brasileira corre grande risco.

O Brasil tem assistido, não só a esse episódio recente, mas todas as escaramuças como aquele atentado contra dois ônibus da comitiva de outro pretendente a presidente.  Sem uma ação rápida os problemas tendem a continuar sem previsão de um final feliz....

....ou trágico !

O futuro político do Brasil está correndo grande risco !

Se a população não está combatendo as mazelas, a Maçonaria não poderia estar alheia a esses graves acontecimentos.  A Sublime Ordem fica emitindo manifestos escritos e distribuindo para a imprensa e divulgando em redes sociais, que não resolve nada.  É apenas uma forma para não dizer que está à margem dos fatos, isto é, que não está participando efetivamente.

A Maçonaria apregoa que não abraça "Política Partidária", todavia, os acontecimentos que têm havido fogem do partidarismo para que a Ordem não se envolva.

Está na hora da Maçonaria arregaçar as mangas (Ajustar os cintos dos seus aventais !) e ir à luta como os Maçons do passado fizeram, quando o Brasil necessitou deles !

E este é o momento !

(07.09.2018)

(*) E. Figueiredo – é jornalista – Mtb 34 947