O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

FÍSICA




 2a Parte


 Autor: Dílson C. A. de Azevedo





“Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros.”





               Ir. Benjamin Franklin.

               (1706-1790; jornalista, cientista, diplomata norte-americano. Juntamente com outros maçons usou seus recursos para iniciar a primeira Biblioteca Pública de Filadélfia nos E. Unidos. Inventor do pára-raios).





“Tudo que merece estudos, não se lê facilmente. Tudo que adianta alguma coisa exige esforço e meditação.”

Francisco Pontes de Miranda (1892-1979, notável jurista brasileiro).

              

“Existe apenas um Bem: o Saber

  E apenas um Mal: a Ignorância.”

                                                                         Sócrates (469-399 a.C; filósofo ateniense).



              




               Em relação ao abstrato conceito de Energia, vocábulo originado de palavra grega que significa ação, “embora não se saiba o que é, sabe-se o que não é”.

               Diz o Ir. João Girardi: é difícil definí-la sem recair numa estrutura circular de raciocínio.

              Diversos são os modos de explicar o que seja energia: “capacidade de movimentar a matéria”; “capacidade de realizar trabalho e transformar as diferentes quantidades e tipos de matéria”; “propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho ou efetuar uma ação.”

               A palavra trabalho vem do latim tripalium, instrumento de tortura composto por três paus, e vulgarmente tem o sentido de esforçar-se. Em Física indica uma medida de energia transferida pela aplicação de uma força, ao longo de um deslocamento. (D. Michelany).

               O vocábulo Sistema significa “um conjunto de corpos separados do restante do Universo para serem estudados”.

               A autora Anna Hurwic ressalta que a energia é sobretudo aquilo que se troca e que se transforma ao mesmo tempo em que se conserva.

               Hierrezuelo e Molina (1990) assim a entendem: “A energia é a propriedade ou atributo de todo corpo ou sistema material em virtude da qual este pode transformar-se modificando sua situação ou estado, assim como atuar sobre outros, originando processos de transformação”.

               Temos várias formas de energia: cinética (associada ao movimento), potencial (associada a posição dos corpos), térmica (relacionada a temperatura dos corpos), elétrica, química, etc.

               Recentemente descobriu-se que existe uma nova forma de energia: a Energia Escura (70% da composição do Universo), responsável pela aceleração cósmica. Não conhecemos sua natureza e origem, tal como aquela de outro componente universal a Matéria Escura (26% da composição), invisível, e que não interfere com a luz.

               À propósito convém dizer que:

               1º) Há quem considere a Energia Escura seja um novo tipo de fluido que enche todo o espaço, chamado Quintessência, em referencia ao quinto elemento da filosofia Grega.

               2º) Em 2005 foi descoberta através de radiotelescópio uma galáxia (Virgo HI-21), constituída por matéria escura. (A. Pires – Enigmas do Universo).

               Embora possa transformar-se em outras formas, nenhuma energia pode ser criada ou destruída (princípio da conservação da energia).

               O cientista francês Lavoisier (1743-1794), pai da Química Moderna, injustamente guilhotinado na Revolução Francesa, sendo na ocasião dito que: “A República não precisa de cientistas”, demonstrou experimentalmente que “em qualquer sistema físico nunca se cria ou se elimina a matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra”.

               Entretanto, muito antes dele, o poeta latino Publio Ovídio Naso (43 aC – 18 dC) no século I afirmou: “Tudo muda, nada morre”.

               Também o filósofo britânico Francis Bacon (1561-1626) disse: “Todas as coisas mudam e nada realmente perece e a soma da matéria permanece a mesma”. (Cogitations de Natura Rerum).

               Manifesta-se a Energia por duas formas: Livre ou Condensada (matéria;  definida como aquilo que contém massa).



               Energia e massa são manifestações da mesma realidade, e podem converter-se uma na outra.

               Afirma-se que 1kg de matéria transformada em energia poderia manter um chuveiro elétrico funcionando continuamente por cerca de três milhões de anos (Prof. A. Pires – Enigmas do Universo).



               Com exceção do Fóton (unidade mínima de luz, partícula quântica de luz), as partículas atômicas apresentam massa, que é uma grandeza (algo que pode ser medido), quantidade de matéria, e cuja unidade é o quilograma.

               Massa em termos quantitativos pode corresponder a medida da resistência de um corpo em relação à aceleração (massa inercial). Segundo a Teoria da Relatividade Especial a massa corresponde ao conteúdo de energia de um corpo. (I. Rodit – Dicionário de Física).



               A equação   Energia = Massa x C2  (onde C significa celeritas, rapidez, referindo-se à velocidade da luz no vácuo ao quadrado) mostra que quanto mais energia se propicia a um corpo, mais ele adquire massa e mais difícil se torna acelerá-lo.

               Para alguns autores italianos a fórmula acima foi enunciada pelo físico e engenheiro italiano Olinto de Pretto e apresentada no Instituto Real de Ciências do Veneto em 1903, embora tenha sido depois derivada adequadamente por A. Einstein em 1905.

               Recentemente descobriu-se que a massa seria conferida às partículas atômicas pelo Bóson EH, de François Englert e Peter Higgs, que receberam o Prêmio Nobel de Física em 2013. Explica-se a massa dessa partícula pela atração gravitacional (hipótese do cosmólogo brasileiro Mário Novello).

               Os estudos sobre a equivalência energia-massa, e também acerca do átomo, levou cientistas americanos à Bomba de Fissão com Urânio, usada contra o Japão na Segunda Guerra Mundial, país que estava prestes a se render.


               Ocorreu destruição das cidades de Hiroshima (escolhida por não ter prisioneiros aliados em campos de concentração) e Nagasaki, ocasionando a morte de 200 mil habitantes.

               Pessoas foram vaporizadas ou carbonizadas. Os sobreviventes apresentavam: náuseas, vômitos, diarréia com sangue, febre, fraqueza, bolhas na pele, ulcerações na boca com sangramento, perda de cabelo, baixa de glóbulos brancos no sangue facilitando infecções e morte (Guilherme Camargo, em seu excelente livro “O Fogo dos Deuses”).


               Esta tecnologia, poder atômico, estabeleceu uma nova ordem mundial e desencadeou uma corrida armamentista com ameaças de terrorismo nuclear e possibilidade de destruição total dos seres humanos.

               Comente-se que esta disposição pela beligerância a qualquer custo e preço levou ao escritor britânico C. S. Lewis 1898-1963, à seguinte afirmação:

               “Oremos para que a Raça Humana jamais escape da Terra para espalhar sua iniqüidade em outros lugares”.

               Retornando agora à Evolução da Física, diga-se que desconhecendo como funcionava a natureza, o homem de Sociedades Primitivas criou deuses que presidiam e explicavam vários fenômenos (fenômeno, qualquer evento observável). Depois pelo desenvolvimento científico o entendimento místico foi abandonado.

               Surgiram então no estudo da Natureza conhecimentos racionais e complexos através de teorias e experimentos que levaram a Tecnologias (aplicação prática de conhecimentos científicos) as quais revolucionaram a Sociedade.

               Um novo impacto tecnológico irá ocorrer em breve quando a Nanotecnologia (nano, anão em grego), manipulando átomos, estiver mais aplicada na vida comum. Um nanômetro corresponde a um milionésimo do milímetro.

               Desde 1991 surgiram os nanotubos, seis vezes mais leves e cem vezes mais resistentes que o aço, e que são usados em eletrônica pelas suas propriedades de condução térmica, mecânica, elétrica.

               Estão em pesquisa “chips” de computador em escala nanométrica para uso em doenças neurológicas de seres humanos (Instituto Max Planck na Alemanha).

               O genial e informal físico Richard Feynman (1918-1988), Prêmio Nobel de Física em 1965, que passou meses no Brasil, desfilou na bateria da Mangueira (Rio de Janeiro), e às vezes divertia-se a noite tocando bongô em casas noturnas, previu que seria possível colocar toda a Enciclopédia Britânica no espaço da cabeça de um alfinete graças a Nanotecnologia.

               Continuando com a História desta Ciência convém lembrar que: a Física desenvolveu-se desde reflexões de antigos filósofos gregos, até atingir um ápice de conhecimentos no final do século XIX e início do século XX.

               Nessa ocasião acreditava-se que nada mais havia para ser descoberto e que as equações do físico, matemático, alquimista e ocultista Isaac Newton (1642/43-1727) estudando as Leis do Movimento e Atração Gravitacional, bem como aquelas de James Maxwell (1851-1879) estudioso das ondas eletromagnéticas, explicavam quase todos os fenômenos da Natureza. À propósito, entende-se como onda uma perturbação que se propaga transportando energia mas não matéria.

               Em 1894, o físico e Irmão Albert Michelson (1852-1931), Prêmio Nobel de Física em 1907, declarou que: As Leis Fundamentais da Física teriam sido todas descobertas, e para o futuro restaria uma melhora no estudo das constantes físicas (grandeza física que acredita-se ser tanto geral quanto constante no tempo – Wikipédia).

               William Thomson (Lorde, 1º Barão Kelvin 1824-1907), cientista inglês, criador da escala termométrica Kelvin, chegou a recomendar aos jovens que não se dedicassem à Física.

               Então, no começo do século XX, foram evidenciados fenômenos que não podiam ser explicados pela Física daquela época, e depois esclarecidos por novas teorias: Relatividade (Albert Einstein, Prêmio Nobel de Física em 1921 pela explicação do Efeito Fotoelétrico: extração de elétrons da superfície de um metal quando a luz incide sobre ela; usado na prática entre outras coisas para abrir portas automáticas), e Teoria Quântica (Max Planck; 1858-1947; Prêmio Nobel de Física em 1918) aplicada no mundo atômico.

               A Teoria da Relatividade mostrou : que a velocidade da luz é constante e, uma velocidade limite (não se pode viajar mais depressa que a luz); a velocidade da luz o tempo para, e a massa torna-se infinita; também que a matéria deforma o espaço à sua volta.

               A Teoria Quântica surgiu quando Max Planck, físico da Universidade de Berlim, aos 42 anos, tentando explicar a emissão de energia por um corpo aquecido, em “ato de desespero” (suas próprias palavras) imaginou que isso pudesse ocorrer não de modo continuo (por exemplo, como água corrente) mas em porções descontínuas (quantum; palavra que significa quantidade; e cujo plural é quanta). Ficou assim demonstrado o que afirmava o genial matemático e físico francês Henri Poincare (1854-1912); para alguns o precursor da Teoria da Relatividade Especial: “É por intuição que descobrimos e pela lógica que provamos”.

               Iniciou-se assim a Física Moderna!

               Observe-se porém  que permanece válida a Física Clássica (anterior) para condições não atômicas ou sempre que as velocidades envolvidas forem muito menores do a velocidade da luz.

               Finalizando, um outro tópico, pode ser comentado: embora a Física não consiga chegar ao porque final das coisas, ainda assim constitui-se no que temos de mais valioso para entender a realidade em que vivemos.

               Ela não tem, ou jamais terá resposta às indagações angustiosas de um personagem do escritor brasileiro Gustavo Corção (1896-1978) abaixo transcritas e cujas respostas deverão ser buscadas em outras fontes:

               “Ora, diga-me, por favor, o que estamos nós aqui fazendo neste chão?

               Neste mundo? Neste circo?

               Chamaram-me: aqui estou. Aqui estamos.

               Fomos empurrados, atirados sem ensaio e sem deixa neste picadeiro, em torno do qual me parece adivinhar invisíveis arquibancadas.

               Creio que se riem de mim.

               Sou cômico...

               Aqui estou de pé, com as mãos abanando, sem saber o que diga e o que faça, neste hospício onde cada um monta um teatro à parte e monologa um drama de sua invenção...

               O fato é que não sei qual seja o meu papel e o que deva fazer.                Neste meio tempo esvaio-me...

               Gasto-me...

               (Gustavo Corção, As Fronteiras da Técnica 1953)

               Corroborando este ponto de vista um cientista também assim se manifestou:

               A existência de um limite para a Ciência porém é mostrada claramente por uma incapacidade de responder a elementares perguntas infantis relacionadas à origem e finalidade, tais como: “Como é que tudo começou?”; “Por que estamos todos aqui?”; “Qual é a razão da vida?”.

               (Sir Peter Medawar, 1915-1987; biologista inglês, nascido no Brasil, Prêmio Nobel de Medicina em 1960).

              

               Reflexões construtivas , Serenidade em aceitar tudo o que ocorre, Confiança na Sábia Estruturação da Realidade talvez sejam as melhores condutas-respostas para estas inquietudes e incertezas que vivenciamos em nossa breve experiência na dualidade do Mundo...                              

REVISTA DE GRANDE CIRCULAÇÃO PUBLICA TRABALHO DE OBREIRO DO QUADRO.



Mais uma vez a Loja Verdadeiros Irmãos, 669 sente-se orgulhosa de ver um trabalho do Ir.´. Figueiredo, obreiro ativo do nosso quadro, sobre a Bandeira Brasileira publicado em uma revista  de grande circulação e destaque.
Trata-se da Revista Acadêmica que é o orgão oficial da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias.



COMEMORAÇÃO DO NATAL.



Como faz todos os anos a ARLS Verdadeiros Irmãos, 669, comemorou as Festas Natalinas, reunindo os irmãos do quadro, familiares e convidados.
Foi uma noite muito agradável, onde alguns irmãos se manifestaram, entre eles o nosso Venerável Mestre e a cunhada Sonia e os netinhos do Ir.´. Figueiredo brincaram no teclado para os presentes.
















Prosseguindo a nossa festa de encerramento do ano, foi cantado o hino da Loja, cuja letra é de autoria do Ir.´. João Carlos Castilho.
O jantar, além de pratos muito saborosos feitos pelo Ir.´. Ademar e cunhada, também teve muito vinho bom como é o caso do vinho maçônico trazido pelo ir.´. Figueiredo.


Enfim foi uma noite inesquecível.

FÍSICA

Autor: Dilson C. A. Azevedo




(1ª Parte)

“Maravilhar-se é o primeiro passo para o Descobrimento"
   Louis Pasteur


                  (1822-1895; biólogo francês, inventor da pasteurização, método que destrói microrganismos patogênicos em alimentos; realizador do primeiro tratamento contra a raiva humana, gravíssima doença viral; pioneiro em demonstrar a impossibilidade da geração espontânea da vida a partir da matéria não viva, embora isso não exclua a visão cientifica atual da sua origem química através biomoléculas).



“A maioria das idéias fundamentais em Ciência é essencialmente simples e pode em geral, ser expressa em linguagem compreensível a todos”

                                                                                     Albert Eistein



                  (1879-1955; físico alemão, Prêmio Nobel de Física em 1921).



“A medida que as fogueiras do Conhecimento queimam de forma mais brilhante, tanto mais escuridão é revelada perante nossos olhos espantados”

                                                                                     Terence McKenna



                  (1946-2000; filósofo e etnobotânico norte-americano; estudioso de cogumelos alucinógenos).





“O Conhecimento é o alimento da Alma”

                                                               Platão



                  (427/428-348/347 aC designação que significa robusto; filósofo grego cujo nome real era Aristocles; foi aluno de Sócrates e mentor de Aristóteles).





                  A Física do grego antigo physis (Natureza) é: “A Ciência que investiga as Leis do Universo (ou Kosmos, significando ordem, harmonia, beleza) no que diz respeito a matéria ou energia, que são seus constituintes, e suas interações (I. Rodit; Dicionário Houaiss de Física)

                  Apesar de todo progresso científico, em nível de essência (do latim esse, ser; natureza fundamental de algo sem a qual o objeto não poderia ser o que é), matéria e energia ainda são difíceis de serem conceituadas ou definidas com precisão.

                  Tudo o que existe apresenta-se como matéria ou energia.

                  Matéria, palavra que vêm do Sânscrito (Matr – a medida) é: aquilo que ocupa lugar no espaço e contém massa de repouso.

                  Entende-se como massa: a quantidade de matéria existente em um corpo, conceito que não deve ser confundido com o peso, uma medida de força gravitacional (força que age sobre um objeto quando a gravidade o impele para baixo).

                  Chama-se corpo uma quantidade limitada de matéria, e designa-se como força tudo que pode alterar o estado de movimento ou repouso de um corpo. Gravidade é uma força fundamental, conferindo peso aos objetos e fazendo com que eles caiam ao chão quando soltos no ar.

                  A matéria comum (chamada também bariônica; 4% da matéria que existe e que emite e reflete luz) é formada por átomos (significa indivisível) em número de 1080 no Universo, partículas em movimento perpétuo, vibração contínua (movimento periódico que se repete com uma freqüência (grandeza física que indica o número de ocorrências de um evento, em um lapso de tempo).

A idéia de átomo atribue-se aos filósofos gregos Leucipo de Mileto (sec. V aC) e seu discípulo Demócrito de Abdera que sistematizou o conhecimento de que a matéria pudesse ser dividida, até chegar a uma partícula indivisível chamada átomo. Existe uma lenda de que Demócrito ao sentir o cheiro de pão, levado por um criado, especulou filosoficamente que partículas do pão deveriam estar escapando para o ar, imaginando assim a noção de átomo.

                  Os átomos são medidos em picômetros (um trilhionésimo de metro). Eles são iguais e apresentam idêntica estrutura em todos os corpos do Universo, e podem se combinar constituindo moléculas, e estas se agrupar formando os corpos.

                  Constituem-se de um núcleo central ( 99,9% da massa) formado por prótons (do grego primeiro, convencionalmente com carga elétrica positiva) e nêutrons (sem carga), envolvidos por elétrons (carga elétrica convencionalmente negativa), tudo isso imprecisamente lembrando um Sistema Solar.

                  Em cada órbita em que está o Elétron, ele possui uma energia específica.

                  A palavra elétron, vem do grego Elektron que designa o âmbar, seiva que escorre de algumas arvores (P. Ex. Pinheiros). Na Grécia observou-se que ao se esfregar um pedaço de âmbar em pele de um animal ocorria atração de pequenas sementes.

                  O microscópio de tunelamento, inventado em 1981, permite a obtenção de imagens de átomos e moléculas.

                  Em 1989 cientistas da empresa IBM, usando um microscópio de tunelamento escreveram as letras IBM em uma superfície de níquel (metal branco prateado) com 35 átomos de Xenônio (gás incolor).

                  O número de prótons em um átomo determina seu número atômico, definindo assim o elemento (substância pura constituída de um só tipo de átomo).

                  Hoje conhecemos 118 elementos, muito deles feitos pelo homem.

                  O átomo de Hidrogênio é o mais simples (90% dos átomos do Universo) sendo constituído de um próton e um elétron.

                  Os átomos são basicamente espaços vazios, porém não conseguimos atravessar objetos devido a repulsão elétrica.

                  Ampliando-se um próton até o tamanho de uma bola de golfe, o  elétron no átomo de hidrogênio estaria em orbita em torno dele a uma distancia de aproximadamente 1,6 km (D. Paraná – Física).

                  Átomos com partículas apresentando carga elétrica oposta aquela dos átomos comuns constituem a antimatéria. Por exemplo: elétron com carga positiva (Positive Electron) que é chamado Pósitron.

                  Existe um aparelho de tomografia (Scan Pet, 1973) usado em Radiologia Médica, principalmente em Oncologia (estudo de tumores malignos) que utiliza positrons para obtenção de imagens.

                  O encontro da antimatéria com a matéria comum, ocasiona aniquilação (desmaterialização) de ambas, originando fótons de alta energia de alta energia (raios gama), neutrinos, etc.

                  Em nosso Universo predomina a matéria em relação a antimatéria, por razoes ainda não bem esclarecidas.

                  Em 2011 na Organização Européia para Investigação Nuclear foram produzidos átomos de anti hidrogênio.

                  Nossos átomos (aproximadamente 7x1027; homem de 70 kg) são reciclados de outros seres que viveram antes. Em nosso corpo periodicamente são substituídos (aqui cabe perguntar: Quem sou eu?) em nossas 50 a 100 trilhões de células (célula, diminutivo de cella, pequeno compartimento, menor unidade viva).

                  Noventa e cinco por cento da massa de nosso corpo é formado pelos elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio. Cada um deles esteve um dia dentro de uma estrela que explodiu. Pode-se então poeticamente dizer que somos filhos das estrelas e feitos de poeira das estrelas.

                  Toda matéria segundo a visão cientifica atual é composta de 3 tipos de partículas elementares ou fundamentais (não possuem subestrutura):



1)     Leptons:

Significa leve ou pequeno; em número de 6 e suas 6 antipartículas: elétron pósitron, neutrino do elétron, antineutrino do elétron, muon, neutrino do muon, tau, antitau, neutrino do tau, antineutrino do tau.

Neutrino significa pequeno nêutron.

Cem trilhões de neutrinos (do sol, raios cósmicos) passam por nosso corpo a cada segundo

(Não tem carga e não são defletidos pelos elétrons ou prótons).

2)     Quarks:

Designação escolhida pelo físico Gell Mann, Prêmio Nobel de Física em 1969, lembrando o som feito pelos patos, e depois encontrada em um romance do escritor James Joyce.

Formam os prótons e nêutrons.

São em número de 6 sabores (tipos) e respectivas antiquarks: Up, anti up, down, antidown, charm, anticharm, strange, antistrange, bottom, antibottom, top, antitop.

3)     Partículas medidoras

Unidas por 4 tipos de forças:

Gravitacional (a mais fraca), eletromagnética, força nuclear forte, força nuclear fraca.

Ex.: Gluons, partícula z e w, fótons, gravitons.

            Hoje usam-se aceleradores de partículas (colliders) provocando choques entre elas para análise estrutural, sendo o que ocorre reconstituído por supercomputadores.

            Existem mais de 200 partículas, muitas delas com vida curta, transformando-se logo em outras mais estáveis.

            Devido a este “Zoológico de Partículas” alguns autores chegam a propor: “só há um componente fundamental a Corda e a pletora dos tipos de partículas reflete os diferentes padrões vibratórios que uma corda pode executar” (Brian Greene).

            Recentemente, os professores D. B. Sias, J. Sampaio, L. A. Mutzenberg, M. A. Moreira do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em excelente trabalho (Introdução a Física das Partículas) expuseram uma classificação desse difícil assunto, de modo didático e original, digna dos maiores elogios:











            Observações:

- Barion: significa pesado

- Meson: significa intermediário ou médio

- Hadron: significa robusto

- Graviton: ainda não detectado

- Bóson: homenagem ao físico indiano S. Bose (1894 – 1974)



Em 14/03/13 – Foi descoberto o Bóson de Higgs (físico britânico, Prêmio Nobel – 2013) o qual confere massa a matéria, e originalmente chamado Goddamn (maldita) particle pela dificuldade em ser detectada. Depois mudou-se o nome para God Particle (partícula de Deus) para chamar atenção da mídia.

Férmions – palavra derivada do nome do físico italiano Enrico Fermi (1901 - 1954) Prêmio Nobel de Física 1938).

Princípio de W. Pauli (1900 – 1958; físico austríaco, Prêmio Nobel de Física 1945):

Dois elétrons de um mesmo átomo não podem ter os quatro números quânticos iguais (descrevem as quantidades de energia dos elétrons nos átomos)..



A partir do ano de 2003, os três estados da matéria: sólido, líquido, gasoso, cujos exemplos clássicos visualizamos com a água (gelo, água líquida, vapor d’água), foram acrescidos de mais quatro estados mostrando assim que o conhecimento cientifico não é algo acabado:



Estado: Plasma:

Presente na televisão de LCD ou cristal líquido, televisão de plasma. Aqui, um gás quente eletricamente carregado apresenta elétrons circulando sem estarem presos aos átomos.



Estado: Condensado Bose-Einstein:

                 Condição onde a temperatura chega a ser tão baixa que as moléculas entram em colapso e comportam-se com um único átomo. Chama-se zero absoluto as temperaturas -275,15º Celsius; -459º Fahrenheit; 0º Kelvin. Nessa condição a matéria exibe efeitos de super condutividade e super fluidez.

                 A temperatura mais baixa que se atingiu até hoje foi 0,5 bilionésimo de 1 Kelvin no M.I.T. (2003).

                 A supercondutividade conduz a corrente elétrica sem resistência nem perdas, permitindo novas tecnologias (dispositivos de levitação magnética, por exemplo).



            6º Estado: Gás Fermiônico:

   Onde apesar das partículas estarem em baixa temperatura ainda se comportam isoladamente.



            7º Estado: Superfluído de Polaritons:

   Material sólido preenchido por partículas polaritons (junção de particulasde luz, fótons com uma excitação da matéria mesclando ondas eletromagnéticas com duas moléculas polares).