O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

CONSIDERAÇÕES SOBRE O UNIVERSO E MAÇONARIA.


Autor: Ir.´. Dilson C. A. de Azevedo


Ciência é o“conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente obtidos mediante a observação a experiência dos fatos e um método próprio “ (J. I Girardi).
          Ela nos diz que há aproximadamente 14 bilhões de anos, houve em um ponto no espaço uma expansão envolvendo temperaturas altíssimas, e outras energias suficientes para que a Vida surgisse no Universo e tudo o que ele contém.
          Tal fenômeno designado como Big Bang, está documentado através de uma radiação de fundo resultante do que aconteceu, e micro-ondas cósmicas.
          O Universo assim surgido está composto de:
1º) Energia escura (68%), a qual acelera a expansão do Universo.
2º) Matéria escura (27%), a qual não emite luz. Não se conhece sua composição.
3º) Matéria comum, atômica (5%).
De acordo com o Físico A. Einstein (1879 – 1955), matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma substância quântica universal.
          A Energia não pode ser criada, mas apenas transformada, e cada uma é “capaz de provocar fenômenos determinados e característicos nos sistemas físicos”.
          Encontramos no Universo diversas estruturas como: Buracos Negros (região do espaço do qual nada pode escapar), Estrelas (esfera de plasma; átomos que perderam elétrons) Galáxias (acumulação de estrelas), Quasares (objetos astronômicos energéticos, de tamanho menor que o de uma estrela, e fonte de energia eletromagnética).
O Universo está se expandindo e todas as Galáxias estão se distanciando uma das outras no mesmo tempo.
          Nossa Galáxia mede 100 mil anos luz de diâmetro (um ano luz é aproximadamente 10 trilhões de Km), e contém mais de 100 bilhões de estrelas.
          Na Galáxia em que vivemos (Via Láctea) existe um Sistema constituído por uma Estrela Central, o Sol, e oito Planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno) que orbitam ao redor dessa Estrela.


          O Sistema Solar ocupa menos de 1 trilionésimo do espaço conhecido e se move a 240 Km/seg e leva cerca de 250 milhões de anos para percorrer a órbita da Galáxia.
          Nosso planeta, a Terra pesa 6 trilhões de toneladas e movimenta-se em torno do Sol, estrela que irradia para nós luz e calor e que vai durar aproximadamente 5 bilhões de anos.
          A Terra gira em torno do Sol à velocidade de 107 mil Km por hora (30 Km/segundo) e ao mesmo tempo executa um movimento em torno de seu eixo, a uma velocidade de cerca de 1610 Km/hora. Surgiu há 4,6 bilhões de anos, e em seu ambiente houve inúmeras modificações, culminando com o surgimento do fenômeno Vida.
          A matéria comum do Universo é composta de partículas denominadas átomos (significando indivisíveis), lembrando um minúsculo Sistema Solar.
          Um grão de areia contém 22 quintilhões de átomos (22 seguido por 18 zeros).
Os átomos sabe-se agora são constituídos por partículas básicas: prótons (apresentam carga positiva), elétrons (apresentando carga negativa), nêutrons (sem carga).
          Entretanto com o avanço científico, foram descobertas inúmeras novas partículas: bósons, hadrons, bárions, neutrinos, mésons, leptons, híperons taus, etc, etc, etc.
          Você é constituído por trilhões de átomos, que formam moléculas, as quais formam proteínas, que formam células (unidades básicas dos seres vivos), que formam sistemas (grupos de órgãos) os quais formam você.
          Entretanto Você é mais do que tudo isso. Seu corpo poderia ser dividido até o último átomo e ainda assim não se poderia localizar a Essência que que sabemos ser Você.
          1012  Átomos (renovados totalmente cada 2 anos e meio) → 1016 Células → Homem
          Sendo este maravilhoso Universo, com tantos mistérios, um efeito assombroso, necessariamente é decorrente de uma Causa. Pode-se também nele perceber um propósito, um objetivo, uma harmonia, uma concordância entre as partes.
          A Ciência nos proporcionou esses conhecimentos referidos anteriormente. Outras fontes porém nos deram uma nova visão, através da revelação de um Criador (Deus, Elohim em Hebraico, Theos em Grego, Grande Arquiteto do Universo para a Maçonaria), Onipotente, Onipresente, Onisciente.
          Entretanto por sermos limitados, não podemos conceituar esse Absoluto Ilimitado.
          Ele pode cientificamente ser entendido como “um campo não local de energia (força ativada) e informação com circuitos de retorno cibernéticos e autorreferentes”.
          A existência deste “Invisível Evidente”, foi defendida por um Irmão nosso, Benjamin Franklin (1706 – 1790, estadista e cientista, inventor do para-raios), com as seguintes palavras: “Achar que o mundo não tem Criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão em uma tipografia”.
          Assim como o Universo que evoluiu desde um Caos a um Estado de Ordem e Harmonia, os Seres Humanos (ápice da Evolução Biológica) passaram de uma barbárie inicial a Criação de uma Elite de Homens Livres e de Bons Costumes, buscando a Fraternidade, cultivando o Sagrado e a Espiritualidade, e reunidos em uma Organização denominada Maçonaria.
          Através de Alegorias, esta Ordem leva seus Membros a refletir nas vantagens de um aprimoramento moral.
          Cultivando a Tolerância, respeito às Opiniões e Religiões, praticando a Bondade, a Sinceridade, a Coragem, a Perseverança, o Maçom, ao se dirigir ao Supremo Poder, com certeza não terá as mãos manchadas com o sangue dos seus semelhantes, nem a mente repleta de egoísmo e preconceitos.
          Poderá assim, afirmar para si mesmo, algo que lembra um Salmo Bíblico (Nº 26):

Meus pés estão firmes, em um caminho reto.





“Faci quod potui
facian meliora
potentes”

...ENTRANDO NA MAÇONARIA.

Autor: E. Figueiredo

(Vale a pena abrir mão da “qualidade” em nome da “quantidade”?)




Estamos vivendo num mundo onde tudo está acontecendo com rapidez jamais vista.  Invenções utilizando tecnologia avançada permitem realizarmos várias coisas (nosso trabalho, nossas tarefas cotidianas) em tempo restrito e com qualidade.  As expressões, que as empresas passaram a utilizar há alguns anos, principalmente as multinacionais, “qualidade total”, “controle de qualidade“, e outras, acabaram tendo aplicação não só no campo profissional, mas, também, abrangendo diferentes áreas de atuação.

Essa tecnologia, que vem transformando o nosso planeta Terra, chegou também à Sublime Ordem.  Assim é que “qualidade total” e “controle de qualidade” passassem a ser termos empregados pelos seus integrantes.  E não poderia ser diferente, pois os Maçons convivem com os avanços tecnológicos nos locais de trabalho, cuja experiência, indubitavelmente, é transportada para o interior dos Templos. 

Há aqueles, os quais interpretam como uma profanação à tradição Maçônica, que não vêem isso com bons olhos, entretanto, não poderão negar o lado positivo, que é a consciência de que as coisas na Arte Real merecem ser preparadas e cuidadas com carinho, seriedade e não de qualquer maneira, além de acompanhar a evolução que a Humanidade assiste.  A Maçonaria precisa, também, de pessoas de “qualidade” que expressem sua condição de livre e de bons costumes, cumpridores de suas obrigações junto à família e à sociedade, com um testemunho coerente de vida.


A despeito da Ordem se ver na necessidade de servir, com maior atenção possível, prestando assistência às pessoas, devemos ter o cuidado de não pensar que a Maçonaria é simples empresa de prestação de serviços, como muitos assim a interpretam.  A Maçonaria, como reza em sua declaração de princípios, tem por objetivo lutar contra a ignorância sob todas as formas;  é uma escola mútua cujo programa se resume em:  obedecer às leis do seu país, viver segundo a honra, praticar a justiça, amar o seu semelhante, trabalhar sem descanso para a felicidade da Humanidade e prosseguir a sua emancipação progressiva e pacífica.  A Maçonaria não é como um produto qualquer, que pode ser comprado ou consumido;  ela é formada por pessoas que se esforçam, a cada dia, para fazer cumprir esses princípios, sob os quais fizeram juramento.  E é por isso que, nem sempre a “qualidade“ atende às exigências de quem a vê de fora.


Muitos Maçons crêem que é necessário restringir a quantidade de Obreiros em nome da qualidade.  Como em qualquer comunidade, seus integrantes têm formas diferentes de ver a situação, o que tem provocado divergências quanto à interpretação dos conceitos da Ordem.  Nos debates, discussões e palestras, que as Lojas promovem, têm aparecido as expressões “qualidade total” e “controle de qualidade” como menção para que seja mais acurada a escolha do candidato.  Saber aproveitar-se da tecnologia é ter coragem de buscar novos métodos para o bem da Ordem e do seu aperfeiçoamento.

A preocupação tem razão de ser, pois a escolha de um candidato para adentrar à Ordem, poder-se-ia dizer, é tão importante como respirar para viver.  São os escolhidos que dão continuidade à Instituição.

A amizade, a posição social, o modo de vida, o parentesco e o relacionamento profissional são algumas das condições que devem ser consideradas, porém, não imperativas na admissão de um novo membro.  Um amigo ou um parente por mais íntimo que seja, pode merecer toda consideração como tal,  todavia, não ser digno de que depositem nele a confiança necessária para ser candidato a Maçom.  Deve-se entender, entretanto, que por melhor que seja estabelecido um procedimento de escolha, com “qualidade total” e “controle de qualidade”, sempre estaremos vulneráveis, e, com possibilidade de receber quem se desviou desse critério.  É aí que deve entrar a catequese por aqueles que são considerados “enquadrados” para fazer o Obreiro, que não se identifica com os princípios, a ter melhor participação e desempenho e captar em profundidade as regras da Maçonaria.

Os que já fazem parte da Maçonaria não podem se fechar em grupos, julgando-se os melhores, e, muito menos, manifestarem com ambigüidade deliberada – a exemplo de mensagem diplomática – quando há necessidade constante de se optar pela integridade da Ordem.  Devem, sim, estar abertos para acolher todos os que foram chamados a participar da Sublime Ordem, cada um a seu modo, independentemente se foi uma boa ou má escolha.  Após a admissão deve ser acompanhado com atenção, responsabilidade e carinho, assistência está suplementada com farta literatura Maçônica, para que tenha conhecimento exato da entidade em que ingressou.  É necessário ensinar a desbastar a pedra bruta com poucas ou muitas pessoas, através de Maçons que já têm boa caminhada, orientando como manusear, corretamente, o maço e o cinzel.  Os mestres estão incumbidos de fazer surgir, no espírito do neófito, alguma chama que permita abrir novos horizontes.  É a missão que cabe aos mestres executar, isto é, ensinar-lhe o sentido de ação.  Além do mais, o fato de pôr de lado uma obrigação presumida, não dá direito a nenhum mestre Maçom de abandonar, indefinidamente, uma obrigação inerente.  Não deixa de ser uma forma de se tentar corrigir uma possível escolha errônea.  Por analogia, seria podar a árvore para que dê bons frutos.  Assim encarada, a Maçonaria nunca será considerada uma simples agremiação ou mera espécie de clube social, mas como uma das vias da sabedoria universal e uma verdadeira escola de iniciação.

Apregoar, como fazem alguns Maçons, de que a porta de entrada da Maçonaria deva ser estreitíssima, e, a de saída, a maior possível, é uma forma simplista de tentar resolver o problema.  A busca, de se encontrar o homem de real valor moral e intelectual, nem sempre é conseguida, porém, claro está, a preocupação na seleção deve prevalecer sem ser negligenciada, sob o risco de surgirem problemas, motivados por má escolha, quem sabe, insolúveis.

O importante é ter em mente:  Se o Obreiro entrou na Maçonaria, cabe a nós fazermos com que a Maçonaria entre nele....




(*) E. Figueiredo – é jornalista – Mtb 34 947 e pertence ao
                        CERAT – Clube Epistolar Real Arco do Templo/
                           Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas/
                              Membro do GEMVI – Grupo de Estudos Maçônicos Verdadeiros Irmãos/
                                 Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 – (GLESP)










HOMENAGEM


LANDMARKS


Autor: Ir.´. Alfredo Vicente Terçaroli Ramos
(membro ativo da ARLS Verdadeiros Irmãos, 669)


As leis naturais são imutáveis, perfeitas, e valem em qualquer tempo e lugar. Seja lá qual for a crença pessoal de cada um, é praticamente consenso e bom senso que “alguém” é o responsável por toda a criação e este “alguém” possui todas as perfeições e nenhum defeito. Consequentemente, tudo que Ele/Ela criar também estará sujeito a toda esta perfeição.
O Criador não somente produziu o universo como também todas as perfeitas leis que regem tudo que aqui se passa. Essas são as “Leis naturais”, perfeitas, independentes e inexoráveis. Elas valem em todo tempo e lugar, sem necessidade de correções e ajustes.

Em contrapartida às leis naturais, e como pálido espelho delas, existem as “Leis humanas”, criadas pelo homem para regular a vida em sociedade. Já que estamos condenados à vida gregária, é fundamental que existam normas e regulamentos para reger as relações entre os Homens, a fim de evitar conflitos e permitir a coexistência de maneira pacífica e construtiva. Se assim não fosse, seria simplesmente a lei do mais forte e ainda estaríamos numa fase selvagem da nossa evolução.

Porém, diferentemente das leis naturais, as leis humanas são mutáveis e tem que ir se ajustando à própria evolução da sociedade. A medida em que o homem evolui os seus usos e costumes, as suas regulamentações também vão se moldando a este novo padrão evolutivo a fim de acomodar e ajustar a estas novas práticas. Por isso, de tempos em tempos, a sociedade tem que fazer um novo pacto de convivência e atualizar as suas leis.

Isso é natural e desejável.


Se assim não fosse, ainda haveria escravidão, as mulheres não teriam direito de votar, a América do sul ainda estaria dividida pelo tratado de Tordesilhas e outras bizarrices que, na sua época eram lógicas e razoáveis, mas que hoje simplesmente soam como absurdas.

As leis se modificam e se atualizam à medida que a sociedade evolui.

A Maçonaria é uma sociedade de homens. Portanto, ela esta sujeita às mesmas condições de qualquer outra sociedade humana.
As leis maçônicas forçosamente tem que evoluir e se acomodarem aos novos tempos.

O bom senso, a lógica e a razão assim o ditam.

Porém, a própria maçonaria acabou se colocando numa armadilha, pois definiu que o seu conjunto de leis básicas chamado de “Landmarks” são imutáveis.

Quando se estabeleceu os tais Landmarks há alguns séculos, não se levou em conta que a evolução natural da sociedade e a consequente necessidade de acomodar as leis intestinas à esta nova realidade.

É evidente que uma entidade milenar como a maçonaria tem que ter uma base doutrinária, filosófica e organizacional muito forte, sólida e consistente, pois se assim não fosse não poderia resistir à passagem do tempo e certamente já teria sido extinta. Dai, pode-se compreender a intenção dos codificadores da legislação maçônica em criar um código de leis rígido, que não pudesse estar sujeito a modismos, vaidades e caprichos pessoais dos dirigentes maçônicos.
Porém entre cláusulas rígidas e cláusulas imutáveis há uma diferença abissal.
Insistir em leis imutáveis é praticamente condenar a maçonaria á implosão ou a hipocrisia, pois a medida que algumas cláusulas dos Landmarks forem se tornando impraticáveis, os maçons simplesmente irão parar de segui-las, mesmo sem anunciar publicamente.

E qual a solução para isso ?

Os grandes dirigentes maçônicos tem que se reunir e admitir que isso precisa ser mudado. De alguma forma eles tem que, com o respaldo de toda a comunidade maçônica,  estabelecer um mecanismo de revisão periódica dos Landmarks, a fim de acomoda-los à nova realidade e à nova moral.
Evidentemente isso não pode ser uma coisa banal, e os mecanismos de revisão dos Landmarks tem que ser rígidos, amplos e complexos, para evitar casuísmos e oportunismos. Porém não se pode ficar como está, sob pena de esvaziar completamente a verve maçônica, pois ninguém terá coragem de defender cláusulas tão anacrônicas e fora de propósito.
Em tempo, é evidente que não se quer virar a maçonaria do avesso e nem se mudar tudo. Basta somente AJUSTAR os Landmarks à nossa nova realidade, mantendo os princípios e a razão de ser da entidade.

Abraham Lincoln disse, muito sabiamente, que não há nada mais poderoso do que uma ideia cuja hora tenha chegado.


Pois agora é uma hora tão boa quanto qualquer outra para a  maçonaria incorporar algumas novas ideias no âmago da sua essência, revisando os Landmarks.

ANIVERSÁRIO DA LOJA





Completamos oito anos de existência e contemplamos com orgulho o constante crescimento da nossa Loja.
Éramos um pequeno grupo de irmãos que sonhava com uma Loja quase perfeita, onde pudéssemos colocar realmente em prática tudo aquilo que a Maçonaria nos ensina. Daí escolhermos o nome “Verdadeiros Irmãos”.
Este nome para nós tem um significado especial, pois nos mostra a todo instante, que devemos policiar as nossas atitudes e cuidar do aprimoramento do nosso Templo interior, honrando o nome da nossa Loja.
Como verdadeiros irmãos, pretendemos cada vez mais, unidos, prosseguirmos na nossa empreitada e pedimos que o G\A\D\U\nos ilumine e nos proteja das nossas imperfeições concedendo uma vida longa e profícua a ARLS Verdadeiros Irmãos, 669.