O TEMPLO MAÇÔNICO

O TEMPLO MAÇÔNICO

A KABBALAH

Autor: Ir.´. Paulo Antonio Muller Junior





Um pouco do começo da Kabbalah



É difícil encontrarmos na história alguma coisa mais reservada, escondida e oculta do que a Kabbalah. Para estuda-la, até bem recentemente, era preciso atender aos seguintes requisitos:


  •    Ser Homem,

  •    Judeu,

  •    Casado,

  •    Com mais de 40 anos

  •    Profundo conhecedor do Judaísmo



Hoje, porém, isso mudou. Graças a iniciativas como as do Rabbi Yehuda Ashlag, de Vilna Gaon, Michael Laitman, Rav Berg, entre outros, a Kabbalah começa a assumir a posição que foi prevista pelos antigos kabalistas, que disseram que a virada do ano 2000 marcaria uma mudança fundamental no estudo da Kabbalah. Agora o estudo é aberto a todos.



O banimento, a ocultação, da Kabbalah se deu pela mesma razão que agora ela é revelada: Nós, a humanidade, no século 21, está pronta para seus ensinamentos. A humanidade está pronta para receber a Kabbalah como ela realmente é, uma ciência empírica através da qual alcançamos a espiritualidade ao mesmo tempo em que vivemos neste mundo.



Estudar Kabbalah é um caminho fascinante. Ela muda as perspectivas com as quais vemos o mundo e as pessoas à nossa volta, despertando partes de nós mesmos que sequer sabíamos existir. É um caminho de descobertas interiores que nos afeta em todos os níveis da vida, nossos relacionamentos com a família, com os amigos, com os colegas de trabalho, enfim, com todos que estão à nossa volta, dando-nos a real capacidade de sermos os criadores nossa própria realidade.



A Kabbalah coloca de uma forma simples e direta, que ao conseguirmos nos conectar com a LUZ do Criador, sem qualquer tipo de intermediário, encontramos um bussola interna, uma luz guia que nos indicará o caminho e brilhará sempre, não importa onde estivermos. Essa é a meta da Kabbalah – Ajudar-nos a construir, e manter, um contato direto com a LUZ do Criador, e quando conseguimos não precisamos mais de quaisquer outros guias.



Hoje temos uma enorme conversa sobre Kabbalah, se procurarmos na AMAZON pela palavra Kabbalah aparecerão mais de 6000 títulos. Quase nenhum deles foi escrito antes de 1980, mais alguns poucos antes de 1990 e só mais alguns até a virada do século. A absoluta maioria foi escrita depois do ano 2000.



Isso se dá por que historicamente a Kabbalah estava fechada e restrita à um pequeno grupo de estudantes selecionados. Hoje não mais. Como nunca antes a Kabbalah se tornou bacana, “da moda”, legal, etc. E aqueles kabalistas que tinham medo de divulgar seus segredos, se tornaram os principais responsáveis por esta mudança.



Durante vários séculos, a Kabbalah foi mantida em segredo, longe dos olhos do publico em geral por kabalistas que selecionavam de forma criteriosa e meticulosa seus estudantes e ensinavam-lhes em pequenos grupos ou mesmo individualmente. Um exemplo era o grupo Ramchal, como eram chamados os estudantes do Rabbi Moshe Chaim Luzzato, que ensinava em meados do século XVIII. Eles exigiam que antes da entrada de um novo membro, o neófito, aceitasse de um estilo de vida e de estudos bastante rígidos.



Mesmo assim vários destes kabalistas fizeram esforços tremendos para escrever e guardar os livros que se mantêm até hoje como os pilares da Kabbalah. O Rabbi Isaac Luria, o Ari, por exemplo, embora tivesse alguns alunos, em seu leito de morte pediu a todos que parassem de estudar, exceto um: Rabbi Chaim Vital. Ele lhes disse que apenas Vital havia compreendido a real natureza dos ensinamentos e que ele, o Ari, tinha medo de que sem o mestre adequado, os demais se perderiam. Mais tarde, Rabbi Chaim Vital, foi um dos principais incentivadores do estudo do Livro do Zohar (O Livro do Esplendor), ou somente, o Zohar, por todo aquele que desejasse.



Para entendermos ainda mais o esconde-esconde da Kabbalah, foi somente em meados do século XVI que Rabbi Issac Luria, o Ari, foi para Zefat, a capital da Kabbalah da época. Ele pedia a Rabbi Chaim Vital, seu discípulo, que não convidasse mais ninguém para os estudos, no que era completamente ignorado pelo discípulo. Enquanto ensinava a este grupo, o Ari, produziu alguns dos mais importantes textos da Kabbalah e da lei judaica, que se mantém atuais até os dias de hoje. De fato a Kabbalah Lurianica, fundada e fundamentada por ele, compõem a maioria da Kabbalah que conhecemos hoje.



Não foi até a ultima década do século 20 que a Kabbalah começou a aparecer no mundo e cair no conhecimento do publico em geral. A figura mais importante neste processo de disseminação da Kabbalah foi sem dúvida Rabbi Yehuda Ashlag, que foi, não só o primeiro kabalista a falar em prol da disseminação da Kabbalah, como quem efetivamente começou o processo. Em 5 de junho de 1940, em sua publicação, ha-Uma (A Nação) ele tentou convencer David Ben-Gurion e outros lideres do assentamento judaico da Palestina, hoje Israel, a incorporar princípios kabalisticos no sistema educacional. Rabbi Ashlag também defendia àquela época que em futuro próximo pessoas de todas as religiões estudariam Kabbalah enquanto mantinham suas religiões de origem sem isso conflitasse de forma alguma. Essa declaração e o inicio do processo de disseminação da Kabbalah era tão não ortodoxo que causou o fechamento do A Nação, com o argumento de que Ashlag estava defendendo o comunismo. Ashlag foi o fundador de um dos maiores centros de estudo da Kabbalah do mundo que é o Kabbalah Centre, hoje pilotado pela esposa e descendentes de Rav Berg que faleceu em 2013.



Hoje, a barreira de ferro que continha Ashlag foi realmente derrubada. Não por que celebridades famosas como Madonna, Britney Spears, Liz Taylor, Barbra Streisand entre outros, se interessaram pela Kabbalah, mas porque a Kabbalah parece tocar a alma de pessoas com as mais diversas formações, independente de suas religiões.



Uma das perguntas mais frequentes hoje em dia é: Por que Kabbalah e por que agora ??



Para os kabalistas a resposta para esta pergunta é muito simples: Kabbalah tem um único proposito, oferecer uma abordagem que ajuda as pessoas a responder a seguinte questão: “Qual é o significado da vida ??”



Agora, mais do que em qualquer outra época, as pessoas estão se perguntando qual o sentido, o significado e o proposito de suas vidas. Em alguns casos, com as questões materiais da vida resolvidas, as pessoas ainda sentem um vazio em suas vidas. Kabbalah é a disciplina que desperta, provoca insights e novas perspectivas na vida que provem o preenchimento espiritual que tanto ansiamos. Esta é a chave de sua popularidade.



Segundo Rabbi Yehuda Ashlag no seu livro o Estudo das 10 Sefirot, um comentário extensivo sobre os escritos do grande Ari, o individuo estará pronto para a Kabbalah se algumas vezes ele:



v Questionar o sentido da vida.

v Se perguntar por que você e toda a vida existem.

v Questionar por que a vida, as vezes, é tão difícil.

v Especular sobre porque as dificuldades começam



No ciclo perfeito da vida, cada parte tem a sua função. Nenhuma parte da criação é livre para fazer o que quiser para o seu bem estar porque o bem estar de cada parte depende do bem estar de todas as outras partes da criação. Essa interdependência garante que nenhuma criatura sobrepujara outra causando a sua destruição, pois esta destruição implicaria na destruição dela mesma.



Os seres humanos, abençoados com sua consciência, não são exceção a esta regra. Porém vários indivíduos – senão a grande maioria – não entendem esta ideia e, de uma forma ou de outra, agem  de forma que ferem outras e a si mesmo também. Por que isso acontece ?? Alguns dizem que é parte do caminho que temos que trilhar para aprender o que não funciona para trazer felicidade para todos. Muitos pensam que ganhando controle sobre os demais, sobre o meio ambiente, podemos manipular e moldar o mundo ao nosso bel prazer. Porém quando isso se reflete nos resultados, o que se vê é sofrimento no mundo e em nós mesmos. Você e eu simplesmente não podemos fazer mal aos demais, ou ao meio ambiente que nos envolve, sem que isso volte para nós mesmos, de uma forma ou de outra. Esse é um dos insights da Kabbalah.



Qualquer passada de olhos nos jornais ou nos noticiários atuais, veremos que as forças de destruição não são somente as forças naturais. Em muitos dos países em desenvolvimento, a medida de melhora é uma caçada pelo prazer individual, que foca em questões como “Como eu consigo mais dinheiro e coisas??” ou “Como eu consigo um sexo melhor??” ou ainda “Como eu consigo mais poder??”. Se dermos um passo atrás e tentarmos ver o quadro inteiro, veremos que tentar manipular os demais, destruir aquilo ou aqueles que estão em nosso caminho, nos levará a ganhar felicidade e contentamento. Isso já se provou completamente ineficaz e não funciona e sempre acabamos nos sentido compelidos a perguntas mais profundas e complexas sobre o sentido de nossas vidas.



Mais do que isso, nada é criado sem um proposito, nem mesmo o senso destrutivo da humanidade. O seu objetivo não é só nos empurrar em direção ao questionamento do sentido da nossa vida, embora este seja certamente o primeiro passo. Mas seu objetivo principal é nos mostrar que o sentimento de recebermos exclusivamente para nossa própria satisfação é a principal razão de nossa atual degradação. A intensão correta, aquela que eventualmente nos dará prazer constante e sustentável, é surpreendentemente aquela intensão de fazer o bem aos demais. Em outras palavras, nosso próprio egoísmo, para usarmos os termos da Kabbalah, nosso oponente. Na Kabbalah o egoísmo é chamado de Faraó, mas o Faraó não é aquela pessoa má que frequenta as histórias bíblicas com as quais crescemos. Kabbalah explica que Faraó é, na verdade, nosso oponente, nosso “outro lado” e daí vem o sucesso como estudantes de Kabbalah. O quanto mais rápido entendermos que nosso EGO interno, e não forças externas, é a única coisa que se interpõe entre nós e nossa plenitude absoluta, mais rápido será nossa evolução. Porém é importante dizer que EGO, neste caso, não é o ego relacionado à psicologia, o oposto do ID. Neste caso EGO é tudo aquilo que nos afasta da LUZ do criador e de nossa plenitude.



Nesta época, onde nossas tendências destrutivas vem criando infelicidade e distanciamento entre as pessoas e ameaçando o meio ambiente, não devemos nos surpreender com as pessoas perguntando mais sobre o sentido da vida e sobre questões que a Kabbalah pode nos ajudar a responder ou, pelo menos, explorar de forma mais profunda. Cada vez mais pessoas estão descobrindo que mais riqueza, mais sexo e mais poder não vai faze-las mais felizes e completas. Muita já chegaram ao ponto de parar de perguntar as questões que começam com “Como consigo...” e estão se perguntando “Para que...” e qualquer doutrina, filosofia, estilo de vida, etc que nos ajude a responder as questões do “Para que...” têm grandes chances de se tornarem populares e úteis.



Porém é importante separarmos o joio do trigo. Neste tempo em que tudo vai com tudo, ciência com religião, sertanejo com musica clássica, a Kabbalah está relacionada com mais doutrinas do que coberturas de pizza. Existe uma razão para esta repentina popularidade desta doutrina milenar, a Kabbalah sempre esteve relacionada com a interpretação dos insights mais profundos das forças da natureza, dos mundos espirituais e da natureza de Deus. Como resultado, as pessoas sempre procuraram se conectar com os termos e ensinamentos kabalisticos das mais diversas formas, como yoga, chackras, encantamentos de boa sorte, meditações de todos os tipos, tarot, cristais, numerologia, astrologia, magia e anjos da guarda. O problema com estes tipos de conexão é que banalizam a Kabbalah e minimiza sua capacidade de ajudar a humanidade a entender a nossa real natureza física e espiritual. Este é o ponto central do atual interesse nos ensinamentos da Kabbalah e a razão pela qual ela foi desenvolvida incialmente. Algumas dessas associações e misturas podem adicionar um certo sabor a nossas vidas, outras chegam a ser bizarras e beiram o absurdo.



Não querendo me colocar como especialista neste assunto, algumas das associações mais comuns que encontramos são:



Kabbalah e cartas – Existem muitos tipos de cartas que são usados para os mais diferentes propósitos. Por conta da Kabbalah foi ensinada, durante muito tempo como tendo poderes místicos e mágicos, é de se esperar que haja uma certa associação neste sentido como forma de melhorar seus métodos de entendimento do desconhecido. Muitos dos seguidores do ocultismo, por exemplo, acham que as cartas do Tarot tiveram sua origem na Kabbalah, embora não haja nenhuma comprovação histórica deste fato. Um ocultista francês chamado Eliphas Levi, defendeu a ligação entre o Tarot e a Kabbalah, esta ligação se tornou-se o principal modelo de desenvolvimento e interpretação do Tarot. Na verdade, as cartas de Tarot mais difundidas no século vinte estão fundamentadas em pricipio da Kabbalah. Um dos símbolos mais conhecidos da Kabbalah é a Árvore da Vida, um diagrama com 10 atributos, sendo 9 pertencentes ao mundo espiritual e 1 pertencente ao mundo físico, onde vivemos. A Árvore da vida consiste em 10 esferas, ou Sefirots, conectadas por 22 linhas que são chamadas de caminhos. O número de Sefirots (10) e o número de caminhos (22) correspondem, respectivamente aos Arcanos Menores e Maiores, que compõe a estrutura do Tarot.



Astrologia e Kabbalah – Outra combinação comum é entre Kabbalah e Astrologia. Horóscopos inspirados pela Kabbalah existem desde antes do antigo Egito. Desde a idade média a terminologia kabbalistica tem sido associada à astrologia. Astrólogos associaram os nomes da Sefirots aos nomes dos planetas e começaram a associar aos planetas os poderes que a Kabbalah apresenta. De forma a ajudar a reconhecer quais circunstancias se apresentarão em nossas vidas, astrólogos inspirados pela Kabbalah, atribuíram aos planetas no sistema solar funções e impactos específicos aos nossos corpos físicos e psicológicos. De acordo com O Livro da Criação (Sefer Yetzira), um dos livros originais da Kabbalah, eles encontraram relacionamentos entre astrologia e Kabbalah pelo mapeamento do diagrama das 10 Sefirot da Árvora da Vida e o diagrama dos planetas, ligando assim as duas doutrinas.



Meditação e Kabbalah – A meditação é considerada, por muitos, como parte do trabalho espiritual e as práticas de um kabalista. Mas nem todos os kbbalistas praticavam meditação e mesmo aqueles que a praticavam, não o faziam da forma e com o sentido que entendemos hoje. A meditação atual está associada aos ensinamentos orientais, algo que os kabalistas de antigamente não tinham conhecimento. Geralmente as meditações orientais estão relacionadas a relaxamento e conexão com níveis superiores de existência, “removendo” o EGO. Na Kabbalah, o EGO, não é removível, mas elevado a um nível superior de entendimento e prática. Ele é o que nos conecta com o divino, em ultima instancia, sem o seu cancelamento, o que, na Kabbalah é chamado de Yihudim (unificação).



Numerologia e Kabbalah – O termo numerologia não existe na autentica Kabbalah; estudiosos contemporâneos juntaram os dois. Embora numerologia não seja a terminologia adequada para descrever a forma como a Kabbalah trata os números, não há melhor termo para traduzir o termo hebraico Gimatria. Gimatria, em termos simples, descreve a experiência kabalistica do Divino. Na Kabbalah, o EGO permite a Yihudim (unificação) com o Criador. A forma das letras hebraicas demonstra esta unificação através de pontos e linhas sobre um fundo branco. Os pontos e as linhas simbolizam os estados que o kabalista, que percebe o Criador. O fundo branco representa a LUZ Divina, o Criador. No hebraico, a cada uma das 22 letras está associado um valor numérico. A correlação entre letras e números criou uma forma dos kabalistas, comunicarem entre si, de forma concisa e precisa, aquilo que experimentavam. Por exemplo, a palavra Nega (aflição) e a palavra Oneg (prazer) tem exatamente as mesmas letras (em uma ordem diferente) e portanto o mesmo valor numérico. A inversão na ordem das letras indica que quando a aflição está correta, a aflição por compartilhar, o individuo experimenta uma sensação de prazer. Mantenhamos em mente que esta é a forma pela qual a Kabbalah nos ajuda a chegar a entendimentos mais profundos da natureza humana e estimula nossos pensamentos sobre os mistérios da vida e do espirito.



Magia e Kabbalah – Desde os tempos antigos, as pessoas acham que os kabalistas são capazes de executar atos sobrenaturais. Eles achavam que os cabalistas podiam mudar as leis da natureza conforme a sua vontade. Por conta disso, a Kabbalah está associada, por alguns, a habilidade de executar encantamentos, bênçãos ou maldições. Uma interpretação mágica da Kabbalah está associada ao misticismo judaico que é capaz de dar poderes sobrenaturais a uma pessoa. De acordo com esta interpretação, se a magia natural está ligada às ciências naturais, como agricultura e astronomia, a magia sobrenatural depende de um conhecimento de um ciência superior – A Kabbalah.

                   

A despeito de tudo isso, a Kabbalah está por aqui a MUITO tempo e somente agora está assumindo sua posição na consciência da população em geral. Aqueles que abraçaram-na como a última tendência da moda, vão mudar para a próxima tendência em breve. Mas aqueles que cavarem um pouco mais, que pesquisarem mais a fundo seus princípios, que estão envoltos em centenas, milhares de anos, vão encontrar ali conteúdo e significa que valem uma vida inteira.



A Kabbalah não é sobre como nos livramos de nosso EGO e sim, como o elevamos e transformamos em algo novo, algo útil e em um novo patamar. Se nosso EGO cresce e não se transforma em algo útil para todos, nós crescemos mais egoístas. Crescendo mais egoístas, precisaremos de novos prazeres para nos satisfazermos. Os prazeres que a sociedade atual é capaz de prover não são novos, nem mais diversos, mas são muito mais intensos do que nunca. Os computadores são mais rápidos, os carros mais luxuosos, os parceiros sexuais são mais fáceis de se encontrar e de se deixar, a comida é versátil e fácil de se preparar. Mas o quanto mais tivermos, o mais descobriremos que todas estas coisas e experiências não nos ajudam a nos sentir mais completos e plenos. O seu único beneficio está no fato de, eventualmente, nos levar a nos questionar e a procurar respostas mais concretas sobre as perguntas realmente importantes e sobre qual o real significado da vida.



Para os kabalistas existem respostas para o significado da vida. Kabbalah nos dá um tipo de meta-sistema que nos ajuda a controlar nosso próprio crescimento de forma positiva, mesmo antes de que nos percebamos dele. A razão pela qual a Kabbalah vem se expandindo tão rapidamente em nosso tempo é por que mais pessoas estão se perguntando qual o proposito da vida e descobrindo o valor que a Kabbalah pode trazer para este tipo de questão.



Em resumo:



    Kabbalah é um método que responde a pergunta mais profunda de todas: “Qual o sentido da vida?”

 Kabbalah esteve escondida esperando até que estas questões aparececem de forma e quantidade consistentes

   Kabbalah, equivocadamente, por vezes está associada a ensinamentos espirituais mais “rasos”

   Kabbalah não é uma moda. É um método pratico e testado ao longo do tempo, para entender a natureza humana, a natureza do Criador e como juntamos estas duas.




NOSSA SOCIEDADE, PORQUE DEIXAMOS QUE MUDASSE TANTO?


Autor: Ir.´. João Carlos Castilho



Não sei quando essa mudança começou. Só sei que para mim estamos no caminho errado.

Vivemos uma sociedade de consumo, com valores e princípios cada vez mais afastados daquilo que para mim traz ao Homem a sua real felicidade.

Tudo tem mudado rápido demais, deteriorando as relações nas nossas famílias e na sociedade.

Assim vejamos:


Nossas crianças...

Nossas crianças crescem diante de uma realidade de inversão de valores, que no passado formavam o alicerce da nossa sociedade estabelecendo os direitos e as obrigações de cada ser humano desde a infância.

Vejamos a relação das crianças com nas escolas com os professores. Perdemos grande parte do respeito que tínhamos. Bastava um olhar, seja do professor ou de um inspetor de aluno e pronto, estávamos prontos a obedecer e a respeitar as regras daquela instituição.

Hoje nos deparamos com Diretores e Professores sendo afrontados, ameaçados e até mesmo agredidos fisicamente ou moralmente pelos alunos, levando-os a perderem o interesse e a paixão pelo seu trabalho.

Isso sem falar na falta de reconhecimento dos órgãos públicos, que fazem questão de não investir na Educação para manter o povo cada vez mais carente do conhecimento e principalmente cegos de seus direitos.

Nossas crianças hoje não recebem mais uma educação baseada em direitos, obrigações e principalmente respeito. Ou pelo menos, esta educação está bastante comprometida.

A sociedade moderna estabeleceu uma moeda de troca “o consumo” de forma a cobrir determinadas lacunas abertas nas relações entre pais e filhos. Celulares, Ipad, brinquedos cada vez mais caros, roupas, tênis de marca, etc., tudo isso, no final, acaba empilhado nos armários de nossas casas, desencadeando ansiedades e frustações pelo “ter - possuir”.

Será que nossas crianças são mais felizes hoje brincando com jogos eletrônicos no computador, presos dentro de seus quartos sem comunicar-se com seus pais, do que as crianças que brincavam com bonecas de pano ou bolas de meia, tratores feitos com latas de óleo?  

Nossos jovens adolescentes...

Existem aqui alguns pontos importantes que também gostaria de trazer a reflexão.

As drogas e bebidas: infelizmente, a mídia e esta sociedade moderna têm colaborado de forma destrutiva para estimular cada vez mais nossos jovens para experimentar as bebidas, o que sabemos ser a porta de entrada para as drogas.

Para mim esse tem sido a causa dos principais problemas que afetam hoje a nossa sociedade e as estruturas familiares.

No passado, o cigarro era associado à imagem do “Sucesso” nos diversos meios de comunicação, mais tarde descobrimos todos os malefícios que o cigarro traz ao nosso corpo. Hoje temos os anúncios das bebidas nos comerciais de televisão, associado a mulheres bonitas em praias paradisíacas estimulando nossos jovens ao uso de bebidas como forma de serem aceitos nos grupos em que frequentam e em busca do mesmo “sucesso”.    

Antigamente, um a cada dez jovens poderia estar envolvido com consumo de bebidas ou de drogas, e tínhamos princípios e valores trazidos do berço da família que nos afastava destas amizades de forma natural, agindo como uma barreira protetora.

Hoje, a minha percepção é de que esta relação está inversamente proporcional. A maioria dos jovens faz uso de grande quantidade de bebidas alcoólicas e de drogas de forma contínua, provocando transformações em seus corpos, diminuindo seu nível de inteligência e levando estes jovens a terem atitudes que inevitavelmente levam a destruição de suas vidas, da família e por consequência da sociedade.

Cada vez mais cedo, nossos jovens são estimulados a beber e a experimentar drogas, enriquecendo os bolsos de traficantes e das empresas fabricantes das bebidas alcoólicas. Tudo isso acontecendo diante de nossos olhos.


O namoro e as relações entre os jovens: vejo aqui outro ponto bastante destrutivo para nossa sociedade.

Não existe mais o galanteio, o romantismo a conquista, tudo isso se tornou uma coisa ultrapassada.

Mais uma vez altamente influenciado por meios de comunicação que entram em nossas casas como uma espécie de escola ao avesso, transmitindo valores que cada vez mais destroem a moral da nossa sociedade, e o pior serve como guia nas mudanças de comportamentos dos nossos jovens. Agora tudo é natural, tudo é permitido.

O sexo já não é mais fruto do amor, mas da posse.

A pergunta agora é “quem pegou quem” ou “quantos você vai pegar nesta noite”.

Meninos e meninas começam cada vez mais cedo a manter relações sexuais, normalmente de forma insegura aumentando os casos de gravidez precoce e DST, basta ver as estatísticas nos noticiários.

Os casamentos, anunciados pelos carros que passavam buzinando em frente de nossas casas, agora é coisa do passado.

Hoje, o sexo antes do casamento tornou-se comum. Nos primeiros encontros suas necessidades fisiológicas já são atendidas, como se fossem casados. Então, por que assumir responsabilidades com o casamento? Por que construir família?

Outra mudança que me incomoda é quanto ao horário para sair a noite para se divertir. Antigamente, voltávamos para casa por volta de 10 – 11 horas da noite, hoje nossos jovens saem de casa neste horário, para o que eles chamam de “balada” regada de muita bebida e drogas, em qualquer dia da semana.

No dia seguinte, voltam para suas casas com a luz do sol, dirigindo seus carros sem que tenham a menor condição para isso, colocando em risco a vida de outras pessoas e as suas próprias vidas.

Será que os jovens de hoje são felizes por completo?

Será que eles realizam seus sonhos? Principalmente as mulheres, será que são mesmo felizes?




Os casamentos ...

Vejo aqui outra grande transformação ao avesso da sociedade.

O casamento de hoje é como a compra de um objeto luxuoso e cada vez mais descartável.

Não existe mais o compromisso para a vida toda, a vontade de crescer juntos, de compreender e aceitar os defeitos e valorizar as virtudes do companheiro.

O respeito e principalmente o cuidado com a manutenção da família deixou de ser prioridade.

Crianças são obrigadas a aprender a sobreviver a essa modernidade toda. Seus pais se separam logo nos primeiros anos de suas vidas, quando elas mais precisam deles juntos, no momento da construção de seus valores.

Assim, a primeira lição que passamos para nossos filhos hoje é que a Família já não é tão importante. Basta uma assinatura e pronto, em menos de um dia está tudo acabado, cada um vai para um lado e as crianças ficam no meio de tudo isso, mesmo que ainda não tenha a capacidade de compreender porque não tem mais a presença diária de seus pais juntos para lhe proteger e mostrar os melhores caminhos da vida.

Surge então a moeda de troca, “o consumo” como um remédio para tapar as feridas causadas pela separação de seus pais, tornando-as mimadas e contribuindo para desencadear o comportamento “eu posso ter tudo que quero”.

Será que essas crianças estarão preparadas para respeitar seu semelhante ou os espaços e as regras impostas pela convivência em sociedade? 

A busca pelo primeiro emprego...

Antigamente, o jovem começava a trabalhar e assumir suas responsabilidades mais cedo (aos 14 anos ou até antes), trabalhava de dia e estudava a noite. Ajudando a trazer o sustendo para sua casa e ao mesmo tempo preparando para um dia ter sua própria família, seu futuro.

Hoje, os jovens demoram mais para iniciar suas carreiras, e o pior, utilizam esse tempo livre em bares nas portas das escolas ou faculdade bebendo e aprendendo tudo aquilo que não agrega valor algum a suas vidas.



Finalmente, os meios de comunicação, um dos principais responsáveis por essa mudança ao avesso.

Diariamente somos bombardeados por uma série de programas de televisão, novelas e músicas que cada vez mais passam mensagens destrutivas às estruturas familiares e a sociedade.

Não que eu seja a favor da Censura, mas não consigo aceitar calado tamanha liberdade dos atuais programas de televisão, que levam a sociedade a realizar todos os tipos de desmandos, estimulando nossas crianças e jovens a agirem sem se preocupar com os princípios do respeito e da moral, dos direitos e das obrigações.

Uma inversão de valores alarmante.  “Artistas” sendo altamente recompensados por “trabalhos descartáveis sem conteúdo algum” expostos na mídia de forma inconsequente.

Para mim, a sociedade esta tendo o seu direito de escolha reprimido por conta de ausência de uma censura mínima e uma liberdade de expressão inconsequente e danosa aos princípios da moral e da construção de uma Sociedade mais justa e perfeita.

Concluindo...

Sei que não podemos ser tão pessimistas, sei também que nem tudo mudou para pior, conquistamos grandes avanços: a democracia, o direito de expressão. Estamos construindo o caminho da plena igualdade entre os direitos do homem e da mulher.

Não podemos passar esta imagem tão negativa para as futuras gerações, mas quis aqui somente trazer uma reflexão sobre estas transformações que percebo na sociedade e que de alguma forma me incomoda e me faz buscar resposta às perguntas: 


Porque deixamos a sociedade mudar tanto?

Para onde esta caminhando nossa Sociedade?

Como resgatar nossos antigos valores?

O que podemos fazer para impedir que essas mudanças tragam tantos malefícios as estruturas familiares e a sociedade?

Que tipo de sociedade terão nossos netos e bisnetos?

Devemos assistir inertes toda essa transformação e inversão de valores?

Que influência tem tido os meios de comunicação nessa mudança? Eles são os únicos responsáveis?

Qual deve ser o papel dos meios de comunicação na Sociedade?

Qual deve ser o nosso papel na construção da Sociedade?



Artigo enviado pelo Irmão Marco Zorzetto

Tema : Turma Feminina da Escola Naval de 2014.

Nós somos a sociedade. Nós somos a plateia.

Nós devemos dizer qual o espetáculo deve acabar.

Estamos aplaudindo coisas erradas, damos ibope a pessoas erradas.

O país não mudará se nós não mudarmos o foco!

Os políticos não mudarão se nós não refletirmos os valores que queremos para nossa sociedade!

Precisamos nos posicionar.